segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os nossos sonhos, pra onde vão?

Um dia, numa entrevista de emprego, me perguntaram como e onde eu me via dali a cinco anos. Parei. Cara, onde é que eu queria chegar? Menor idéia. A começar pela própria entrevista: eu ia recepcionar empresários. Deus me livre, como foi que eu fui parar ali? Respondi qualquer baboseira, achei que jamais passaria mas passei. Ainda bem que eu já estava em outro emprego e pude recusar este sem maiores remossos. O outro emprego era a mesma coisa, então nenhum mérito. O mérito mesmo foi a minha coragem de chutar o balde, pedir demissão do meu primeiro emprego de carteira assinada e ir atrás dos meus sonhos. Isso foi há 2 anos e alguns quebrados.

Metade do tempo que a moça perguntou como eu me via já passou e eu nem de longe me imaginei onde estou hoje. Nem sei se isso pode ser considerado algo bom ou ruim, honestamente. O fato é que isso me faz lembrar dos sonhos pelos quais eu abri mão do emprego em que eu ganhava bem e tinha certo futuro, mas que não estava no que eu sonhava fazer aos 8 anos de idade. Soa meio infundado você querer, aos 21 anos, realizar sonhos de menina que brinca de escolinha (apesar de não querer ser professora)?! Hoje eu começo a cogitar que não, de repente. Eu sempre quis ser escritora. Tem quem me dê a maior das forças terrenas. Tem quem me queira ver autografando playboy (playboy = minha concepção de 'que merda, eu só tenho bunda'). Mas o que eu quero, onde eu quero me ver?

Essa semana recebi elogios de textos meus que diferem do que venho fazendo desde que abri os olhos na maternidade e vi o mundo de dizendo 'bem-vinda, cabeção' (eu nasci cabeçudérrima). Achei curioso, mas vindos de profissionais da área, fiquei interessada. Comecei a relembrar dos meus sonhos mais primórdios, do meu primeiro diário rosa com aquele cadeado que não protege nem de um bebê, lembrei da primeira poesia e do primeiro prêmio com uma delas, um ano depois. Lembrei dos blogs, do meu livro, e cara, eu quero ser escritora, ainda. Tenho dois empregos e não escrevo (coisa minha, que digo, com a minha língua) em nenhum deles. Diz minha mãe que eu tô aprendendo, e não discordo. Mas agora eu prometo é pra mim mesma: eu vou ser escritora. E esse texto vai abrir meu primeiro livro.


3 comentários:

Carol disse...

Quando a gente cresce percebe que sonhar por si só não faz diferença alguma...pois realizar também é por nossa conta...
Seria muito mais fácil se simplesmente acontecesse, mas não tão compensador...

Quando publicar, avise-nos...

Eduardo disse...

No livro terá que ter uma dedicatória pra mim hein...rs
Excelente texto, continue escrevendo

Barbara Souza disse...

Uma cois é fato! Eu vou comprar e ler ele todinho!!!! kkkk

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