terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ninguém morre de amor

E não morre mesmo, não adianta tentar me convencer do contrário. Eu sempre desconfiei que as pessoas exageravam no quesito "estou sofrendo", desde novinha. Até que vi de perto pessoas muito queridas e nada dramáticas (muito pelo contrário) sofrerem de amor. Acompanhei de perto, e vi que dor de amor podia ser mais séria do que eu pensava. Mas ainda não matava. Um dia, quase ao mesmo tempo, uma grande amiga e eu passamos por isso, sofremos essa dor maldita pela qual todo mundo sofre um dia na vida - mesmo que seja por um amor platônico. E doeu. Ah, mas doeu. Primeiro, porque quando a gente ama e acha que é pra sempre, jamais se prepara (nem vê motivo para isso) para um suposto fim. Segundo que quando esse fim chega e o sentimento ainda existe, a gente acaba percebendo que nunca pensou que doesse tanto.

Dores demoram mais ou menos pra passar, e as pessoas lidam com isso de maneiras distintas - não que alguma seja certa ou errada. Minha amiga e eu agimos de maneiras completamente diferentes. Enquanto eu sofri até a última gota todo o sofrimento que tinha comigo, falando tudo o que tinha pra ser dito (e, de repente, demorou demais), todas as perguntas que eu ainda tinha foram feitas, os pensamentos esgotados e a saudade também, ela não. Ela preferiu varrer pra debaixo do tapete uma dor que já não agüentava mais sentir. Namorou um, dois, três, ainda chorando o passado. E foi esquecendo o amor sofrido. Os anos passaram pra ela, os meses passaram pra mim. E hoje, a conclusão é a mesma, apesar dos meios: o passado passou, e a gente já nem consegue lembrar mais.

"É, Nina, ninguém morre de amor." A gente pode sofrer, chorar de verdade, sentir uma dor real, mas a certeza de que amor não mata nos deu um certo conforto. Talvez para se entregar com mais suavidade na próxima relação, talvez para dar menos peso a uma coisa que não merece tanto. O tempo, e principalmente o que aconteceu nesse tempo, nos ensinou muita coisa. Porque acertar nos ensina a fórmula certa, mas errar nos ensina a reconhecer, pedir desculpa e erguer a cabeça porque nunca é o fim do mundo. Não que o amor não reje o universo - ele é o causador de todas as coisas, boas e ruins. Mas outros tipos de amores, que não os de namorados e namoradas, um dia a gente aprende que podem ser mais importantes...

4 comentários:

karina chuchu disse...

a gente passa pelo pao q o diabo amassou... se descabela.. choraaaaaaaaaa a vidaa.., mas nao morre mesmo... ( graças a deus neh hahahh)

somos sobreviventes isso sim!!!

frase q mais gostei: "Mas outros tipos de amores, que não os de namorados e namoradas, um dia a gente aprende que podem ser mais importantes..."

bjaaum =)

Diego Baracho disse...

eh isso ai Nina... Doii mais naum mata...


saudades devc. Bjos.

Anônimo disse...

Um pouco de humor negro...
E o caso da menina que ficou presa pelo namorado por 90hs e depois foi morta... Em casos extremos... até o amor mata! Mesmo que seja um falso amor!

fer_gabaldo disse...

Sinceramente de uma forma simples... vc conseguiu mostrar a mais pura verdade... soube passar em palavras a dor de um amor não correspondido, o fim de uma relação que acaba só de um lado.... E apesar dessa dor, que arde, queima, desse nó garganta, dessa falta de concentração, ainda sim somos capazes de superar e vencer.
Acima de tudo o mais importante não se entregar tanto... Amar na medida certa!
Afinal.... não é porque ele não mata que temos que sofrer desse jeito!!!!

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