terça-feira, 14 de julho de 2009

Sinais

Um dia me disseram que a gente sempre recebe sinais quando uma relação está chegando ao fim, ou chegando perto de chegar ao fim, se é que você me entende. Um 'chega pra lá' de leve, um 'deixa pra próxima', 'tô cansada'. A gente que não vê. Comecei a observar de fora algumas relações e vi que, meu Deus!, tá na cara e só cego que não enxerga. Ou quem não quer ver... Comecei a perceber como tem gente burra no mundo que sofre porque quer. Bando de idiota.

Aí um dia eu me apaixonei e vi que, nãaao, não fica tão na cara assim esses tais sinais. Ou ficam e a gente, quando ama, não vê? Comecei a achar que o amor não pode ser tão escroto assim. Não pode. O sentimento mais sublime, que mais nos completa, não deveria nos deixar burros, alheios ao que acontece realmente. Como um porre de cerveja, que deixa a gente passando vergonha. O amor que experimentei era como um porre, mas durava muito mais que uma noite e algumas risadas pós-boca seca.

Que seja porque nos fazemos de vítima, pobres vítimas de um amor fracassado ou não, a verdade é que a verdade dói e sim, os sinais aparecem o tempo todo, a gente vê (por mais que finja) mas acaba aproveitando - a gente nunca sabe se vai amar de novo um dia. É, mas e depois que sofre, supera, e acaba amando de novo? Já se sabe que pode amar de novo, e já se reconhece de olhos fechados todos os sinais. O amor virou inteligente. Ainda dá pra aproveitar?

Dá. O problema é saber o ponto certo entre ver os sinais e saber conviver com eles sem achar que estar sozinha é sempre melhor. É saber que sozinha é tão bom quanto estar feliz acompanhada, e quando sozinha for melhor que tudo, talvez esse tudo não esteja sendo tão bom assim. Nada que você não aprenda com meses, relações ou anos, mesmo sem relacionamentos. Aí depende. Mas os sinais, estes estão sempre aí. Seja naquele abraço no meio da Rio Branco, seja num nick despretencioso de MSN.



Um comentário:

Lívia Vasconcelos disse...

a gente só nao sabe o que fazer com os tais sinais.

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