Sempre fui de aproveitar ao máximo todas as coisas que tive na vida, desde momentos, pessoas e viagens até amizades, amores e livros.Tudo mesmo. Sou intensa desde que me entendo por gente, e isso faz de mim uma pessoa absurdamente feliz, e completamente triste, mesmo que em poucas vezes esse último sentimento prevalesça. Porque intensidade não precisa ser insana, nem sem base. Quase uma intensidade equilibrada, se é que isso é possível.
Não entendo pessoas que reclamam de situações banais ou provisórias, como estar sem namorado no dia dos namorados. Primeiro pelo óbvio: é um dia inventado pela publicidade, então mesmo que a pessoa sei lá, seja religiosa (não sou, mas respeito os dias santos etc), não tem motivo para dar importância a isso. Se namora, acho ótimo ter motivo pra estar junto, ganhar presentes etc. Se não namora, razão excelente pra não gastar dinheiro com nada.
Mas não. É tudo um sofrimento, que coisa horrível não namorar num domingo, no frio, no dia dos namorados, no natal. Não sei se me falta carência ou me sobra intensidade quando se trata de viver os momentos da minha vida, mas não entendo como as pessoas não conseguem simplesmente aproveitar o que têm. É um número sem fim de namorados que pagariam por um vale-solteirice de um dia ou um mês, enquanto tantos outros solteiros reclamam da solidão.
De vez em quando te bate a vontade de namorar, quando está solteiro? Lógico. Tem sábado que você suspira lembrando de uma night divertidíssima só com os amigos? Normal. Mas fique por aí. Não tem por que se martirizar, e muito menos compartilhar com os outros - eu acho UM SACO. Talvez porque entenda que as situações são (geralmente) provisórias, eu viva o momento de agora, e deixo pra viver amanhã, o momento de amanhã. Simples como um 'oi'.
Se viaja e sente saudade, deixa que já já você mata. Foque na viagem, no que tem de conhecer, aprender, fotografar, viver mesmo, como dizem. Se namora e quer ser solteiro, termine o namoro. Se está solteiro, mas quer namorar, olha pro lado e vê aquele casal que briga, que se magoa, lembra dos ciúmes, olha pra alguma parte ruim do seu passado amoroso. Em dois tempos você muda de ideia e se arruma logo, sai de casa e aproveita o hoje. Porque vai que amanhã...
Aqui escrevo meus devaneios. Pensamentos e histórias, auto-biográficas ou não. De real? Só o sentimento: eu realmente coloco a minha alma em cada palavra. Só que nem todas elas realmente aconteceram. Comigo, nessa vida ou nessa ordem. Fingimos dor, os escritores ou aspirantes. Não quer dizer que sintamos - nem quer dizer que não.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Só porque eu (não) namoro
Você ouve piadinhas só porque (não) está namorando? Bem-vindo ao mundo de todas as pessoas desse mundo. Literalmente. Porque as piadinhas existem sempre, e por mais que falemos nelas, que critiquemos, aceitem, amiguinhos: ela jamais deixarão de fazerem parte do nosso dia-a-dia. A gente é que precisa aprender a não deixar que elas irritem demais - mesmo que alguns dias você se permita xingar muito no twitter. Ou no blog.
Parece que foi ontem quando eu estava solteira e era mais certo que vuvuzela em dia de jogo na Copa: conhecia alguém e a pergunta 'como não tem namorado? Por que, meu Deus?' vinha voando. Eu, honestamente, que não vejo problema nenhum em estar sozinho. Acho a frase 'solteiro sim, sozinho nunca' tão ridícula quanto digna de pena. Se você não tem nenhuma relação estável, você ESTÁ sozinho, meu amor.
Eu, que teoricamente estou numa relação estável, considero-me sozinha. Todos estamos. Temos amigos, colegas, familiares, namorados, mas no fundo, a única certeza é de estarmos sós. Provavelmente não estaremos sempre, mas geralmente. E qual o problema nisso? Quem não sabe viver sozinho eu sugiro que aprenda. Nada melhor do que pensar sozinho em planos do futuro e repensar nas atitudes já tomadas.
Idéias de respostas, dependendo do seu humor:
- Você sai sozinho? Mas não namora?
- Namoro, mas vai que encontro coisa melhor, né? piadinha com pitada de humor
(A cara de bunda da pessoa já vale)
- Bonita desse jeito e sem namorado? Ah, você deve ser muito exigente.
- Sou mesmo, tipo esse seu dente amarelado eu não tolero. mau humor claro
ou
- Pois é, eu peço tanto que escovem os dentes, sabe? piadinha de leve
- Aposto que tem ficante...
- Tenho, pô, tô só esperando ele terminar com a namorada que vira sério! sarcástica
- E aí, casa quando?
- Ano que vem, mas é só pros íntimos... piadinha quase séria
ou
- Olha, eu já casei... (meio sem graça porque não convidou o pentelho) piada séria
ou
- Quando tiver din din! piadinha leve
- Passando o rodo, aposto!
- Pior que não faxino nem minha casa... piadinha leve
ou
- Sou virgem. com cara séria
O curioso? É que, invariavelmente, esses questionamentos vêm de pessoas que não dão lá bons exemplos de bons parceiros em suas relações. Repare! ;)
PS: você sabia que eu escrevo a coluna T.P.M. no Pecado Fashion? Clica em cima do nome e leia, o site é ÓTIMO!
Parece que foi ontem quando eu estava solteira e era mais certo que vuvuzela em dia de jogo na Copa: conhecia alguém e a pergunta 'como não tem namorado? Por que, meu Deus?' vinha voando. Eu, honestamente, que não vejo problema nenhum em estar sozinho. Acho a frase 'solteiro sim, sozinho nunca' tão ridícula quanto digna de pena. Se você não tem nenhuma relação estável, você ESTÁ sozinho, meu amor.
Eu, que teoricamente estou numa relação estável, considero-me sozinha. Todos estamos. Temos amigos, colegas, familiares, namorados, mas no fundo, a única certeza é de estarmos sós. Provavelmente não estaremos sempre, mas geralmente. E qual o problema nisso? Quem não sabe viver sozinho eu sugiro que aprenda. Nada melhor do que pensar sozinho em planos do futuro e repensar nas atitudes já tomadas.
Idéias de respostas, dependendo do seu humor:
- Você sai sozinho? Mas não namora?
- Namoro, mas vai que encontro coisa melhor, né? piadinha com pitada de humor
(A cara de bunda da pessoa já vale)
- Bonita desse jeito e sem namorado? Ah, você deve ser muito exigente.
- Sou mesmo, tipo esse seu dente amarelado eu não tolero. mau humor claro
ou
- Pois é, eu peço tanto que escovem os dentes, sabe? piadinha de leve
- Aposto que tem ficante...
- Tenho, pô, tô só esperando ele terminar com a namorada que vira sério! sarcástica
- E aí, casa quando?
- Ano que vem, mas é só pros íntimos... piadinha quase séria
ou
- Olha, eu já casei... (meio sem graça porque não convidou o pentelho) piada séria
ou
- Quando tiver din din! piadinha leve
- Passando o rodo, aposto!
- Pior que não faxino nem minha casa... piadinha leve
ou
- Sou virgem. com cara séria
O curioso? É que, invariavelmente, esses questionamentos vêm de pessoas que não dão lá bons exemplos de bons parceiros em suas relações. Repare! ;)
PS: você sabia que eu escrevo a coluna T.P.M. no Pecado Fashion? Clica em cima do nome e leia, o site é ÓTIMO!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Postado no pecadofashion.com.br
Taí uma coisa pra qual eu nunca tive vocação: namorar. É, porque tem gente que parece ter nascido pra isso. É caseira, romântica, sabe cozinhar, gosta de usar apelidos carinhosos, é família, adora viagens a dois de fim de semana, sabe e adora comprar ou fazer presentinhos fofos, enfim, tem garota que foi feita pra ser a típica namorada.
Eu, não. Meu primeiro namoro sério foi um bater de cabeças imenso, coitado do meu ex-namorado paciente com essa criatura que adora um barzinho cheio, gosta de conversar com 234 pessoas ao mesmo tempo, não se incomoda com o futebol semanal do namorado, e que aliás nem faz questão de ir.
Não sou romântica (apesar de escrever de amor ser o que eu mais sei fazer na vida), detesto cozinhar, não gosto de apelidos carinhosos, e até sou criativa, mas acho de uma viadagem tremenda presentinhos fofos demais. Sou super família, mas muito mais pela zona do que pelo ambiente calmo. Eu? Não sou nem um pouco calma.
Viver minha vida de solteira até a última gota sempre foi meu lema, até eu aprender a namorar e perceber que, quando você aprende a curtir todas as coisas boas do momento que você vive, as coisas boas do outro lado da moeda parecem insignificantes, e não te deixam saudade. Eu aprendi a ser solteira como ninguém – mas hoje também aprendi a namorar.
Nunca senti saudade de uma coisa, nem de outra. Enquanto estava sem ninguém? Aproveitava tudo que isso me trazia: não ter ninguém para dar satisfação, gastar menos (que mulher gasta mais solteira?), passar horas no shopping e problema meu, beijar quem estava a fim, ir onde bem entendia, sair só com as amigas sempre, sair só com homens quando desse na telha.
Hoje, há um ano e oito meses, eu namoro. E adoro ter alguém para contar meu dia sem parecer uma chata, ter companhia pra todos os filmes que quero ver, ir em todos os restaurantes que sempre quis, me cuidar pra quem sei que vale a pena. Adoro ter um amigo pra todas as horas e adoro mais ainda saber que namorado bom é aquele que você pode namorar e poder ser quem você é, como se fosse solteira.
Não está namorando? Curta o máximo que seu fígado permitir, pra quando achar o cara mais legal do mundo, não sentir a menor saudade do que o mundo pode te oferecer. Assim, é bem mais fácil enxergar o mundo que seu namorado tem pra te oferecer.
Eu, não. Meu primeiro namoro sério foi um bater de cabeças imenso, coitado do meu ex-namorado paciente com essa criatura que adora um barzinho cheio, gosta de conversar com 234 pessoas ao mesmo tempo, não se incomoda com o futebol semanal do namorado, e que aliás nem faz questão de ir.
Não sou romântica (apesar de escrever de amor ser o que eu mais sei fazer na vida), detesto cozinhar, não gosto de apelidos carinhosos, e até sou criativa, mas acho de uma viadagem tremenda presentinhos fofos demais. Sou super família, mas muito mais pela zona do que pelo ambiente calmo. Eu? Não sou nem um pouco calma.
Viver minha vida de solteira até a última gota sempre foi meu lema, até eu aprender a namorar e perceber que, quando você aprende a curtir todas as coisas boas do momento que você vive, as coisas boas do outro lado da moeda parecem insignificantes, e não te deixam saudade. Eu aprendi a ser solteira como ninguém – mas hoje também aprendi a namorar.
Nunca senti saudade de uma coisa, nem de outra. Enquanto estava sem ninguém? Aproveitava tudo que isso me trazia: não ter ninguém para dar satisfação, gastar menos (que mulher gasta mais solteira?), passar horas no shopping e problema meu, beijar quem estava a fim, ir onde bem entendia, sair só com as amigas sempre, sair só com homens quando desse na telha.
Hoje, há um ano e oito meses, eu namoro. E adoro ter alguém para contar meu dia sem parecer uma chata, ter companhia pra todos os filmes que quero ver, ir em todos os restaurantes que sempre quis, me cuidar pra quem sei que vale a pena. Adoro ter um amigo pra todas as horas e adoro mais ainda saber que namorado bom é aquele que você pode namorar e poder ser quem você é, como se fosse solteira.
Não está namorando? Curta o máximo que seu fígado permitir, pra quando achar o cara mais legal do mundo, não sentir a menor saudade do que o mundo pode te oferecer. Assim, é bem mais fácil enxergar o mundo que seu namorado tem pra te oferecer.