segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Simples assim

Nunca tive muito talento pra namorar. Ou pelo menos não pra esse tipo de namoro que as pessoas costumam ter. O que eu acho engraçado, porque na teoria costumam querer uma coisa, mas na prática têm outra completamente diferente e não fazem nada para mudar. Exemplifiquemos: se o cara não sai com os amigos, é porque ele não quer. Rola uma regra básica nos relacionamentos, onde quando um sai, o outro também tem o direito de sair. Elas por elas. Fuxicam-se Orkut, computador, celular, a vida inteira, vasculhando pra encontrar alguma coisa que de repente nem existe, mas a imaginação do seu humano não conhece limites e uma pulga vira um elefante albino em meio segundo de 'a-há! Eu sabia! Quem é PRISCILA CHEFE?!'. Bom, pode ser a chefe dele, mas você estava tão doida gritando descontroladamente que meia dúzia de vizinhos já veio na janela ver do que se trata. Sem necessidade.

Toda essa teoria das supostas relações perfeitas eu sempre quis levar na prática. Qual é o problema se você querer jogar bola com os amigos? Vá, meu querido, seja feliz porque amanhã é dia de chopp com as meninas e eu também serei feliz no meu momento. Não porque você jogou bola hoje e tem que ser 'elas por elas', pelo amor de Deus, isso não existe. A noite de chopp das amigas sempre existiu, independente de namorados e de quais namorados. Simples assim. Fuxicar a vida só vai trazer problema. Se há alguma coisa, perceba pelos sinais, e não por mensagens que podem não significar absolutamente nada. Acreditem, existe mulher/homem com segundas, até terceiras intenções, mas não generalizem. Perdi a conta de quantas namoradas estéricas de amigos meus me odiaram mortalmente simplesmente porque eu conheço o namorado dela uns 10 anos e bom, o que fazer, amigos têm intimidade! É saber diferenciar esses dois tipos, simples assim.

O meu problema sempre foi querer fazer o que eu falava, viver a vida da maneira que sempre preguei. Não para provar nada pra ninguém, até porque nem pra mim mesma eu consegui provar, mas é que eu simplesmente não consigo dizer uma coisa e ser outra; não dá. Eu sempre fui essa mesma pessoa, claro que mais madura conforme o tempo e as coisas foram passando, mas sempre a mesma, gostando das mesmas coisas, e desgostando também. Que as mudanças que ocorrem não sejam pelo bem de outra pessoa que não o meu, pelo menos em primeiro lugar. Simples assim. Toda essa paixão pelo 'faço o que eu falo' tem me rendido brutos e/ou incompreensíveis términos de namoro. 'Cara, você tem noção que a relação não dá certo porque você não me aceita como eu sou, sabendo que eu sempre fui assim?'. Não sei se as pessoas têm noção. O bom disso tudo é que hoje eu tenho, e fico feliz em dizer que sou um camaleão e me adapto fácil em qualquer lugar. Mas minha essência, garotão, essa não muda mais. Nem tenta.


2 comentários:

Fernanda disse...

Adorei esse texto, me identifiquei demais. Essa minha teimosia de querer me mater fiel aos meus princípios já me renderam muitas brigas, claro que sempre esse assunto não era explicíto, tava nas entrelinhas. Já cansei de dizer, não só pra namorados, mas também para "amigos" incompreensíveis coisas do tipo.. "vc me conheceu desse jeito, sua admiração de priemira por mim eu já era assim, juro, não mudei". Enfim, vai entender o que se passa na cabeça dos outros! Beijos, adoro seus textos já os acompanho desde do portaltchutchu, reencontrei seu blog de cagada em links de outro fotolog...adorei! Bela cagada!haha..
Você está de parabéns..boa sorte

Rafaela Figueiredo disse...

opa, passeando por aí...
cheguei até aqui.

concordo plenamente! faço das suas, minhas palavras!
adorei tbm! parabéns!

o/

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