Se você diz aos quatro ventos que nunca teve um relacionamento mal resolvido, ou você tem 12 anos ou mente. Simples assim. Não, não é nenhuma dádiva ter vivido uma história esquisita e mal terminada, aliás é como ter uma relação com beijo na boca - praticamente uma regra. Mas é preciso admitir essa dificuldade, esse passo que não foi dado e deixou uma ferida imensa, que por menor que pareça, todo mundo sabe que está ali, aberta e sangrando, mesmo que vez ou outra, quando você lembra de tirar a casquinha. Porque a gente sempre tira essa maldita casquinha. E ela não cicatriza nunca.
A durabilidade dessas situações mal resolvidas podem variar de meses a anos, e não tem coisa mais comum do que isso virar uma constante. Sim, as pessoas levam consigo uma imensidão de conversas que não foram concluídas, abraços que quiseram dar e não deram, palavras que ficaram na boca, mas não saíram da garganta. São milhões, talvez bilhões o número de casais que ainda têm alguma ligação com o passado e com quem já passou e nunca mais voltou; alguma porta que ficou aberta, alguma janelinha que mantém a frecha aberta, porque vai que... Ninguém nunca sabe o dia de amanhã.
Quando se trata de relacionamento, não existem situações completamente seguras, certas ou transparentes. A gente nunca sabe exatamente o que o outro pensa ou o que faz, ou fez. A história é de cada um, e só nos cabe mesmo confiar e pronto, vida que segue. Pensamos nas coisas que prendem nosso parceiro a algum lugar no passado, a algum retrato jogado na gaveta, assim como nós mesmos temos um pedacinho da gente dentro das agendas de papel, numa mensagem escondida nos rascunhos de e-mail, ou somente num pedaço da nossa memória. Pensar enlouquece.
Não dá pra resolver tudo. Palavras continuarão sem serem ouvidas, diversos 'eu te amo' vão ter que ficar pra próxima. Tudo isso, muitas vezes, a gente tem que resolver dentro da gente mesmo. Colocar nosso pensamento para conversar com o nosso sentimento é uma das coisas mais ridículas, difíceis e importantes que devemos fazer pra conseguir fechar as portas, pra conseguir ser feliz com a gente mesmo, independente do que pode vir ou não num futuro próximo ou distante. As portas precisam ser fechadas, senão dormir em paz vira uma utopia.
Mas volte quantas vezes você achar que deve voltar, até fechar todas as feridas. Arrisque e diga, repita todas as coisas que você acha que ficou por dizer. Viva momentos que ficaram só na imaginação, beije com aquele medo de perder de novo, escreva bilhetes, mensagens, cartas de amor - e, dessa vez, mande todas. Grite 'eu te amo', chore tudo que você prendeu em mesas de bar. Coloca pra fora tudo que veio engolindo, porque quando mesmo depois de tudo, você conseguir enxergar que não dá mais, o alívio vem: você tentou.
Aqui escrevo meus devaneios. Pensamentos e histórias, auto-biográficas ou não. De real? Só o sentimento: eu realmente coloco a minha alma em cada palavra. Só que nem todas elas realmente aconteceram. Comigo, nessa vida ou nessa ordem. Fingimos dor, os escritores ou aspirantes. Não quer dizer que sintamos - nem quer dizer que não.
Mostrando postagens com marcador terminar relação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terminar relação. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Fingir que tá tudo bem
Não importa quanto tempo tenha durado uma relação. Não importa também de que maneira ela terminou, nem quanto tempo tem que esse fim aconteceu. Não interessa se você deixou de amar aquela pessoa durante o relacionamento, ou se foi ela quem o fez primeiro; aliás nem importa se nada disso aconteceu e tudo acabou em briga, ou em paz. Não importa. Superar um amor (por menos dor que esse amor tenha trazido) nunca será tarefa fácil. Pode ser que ela se torne mais amena e menos dramática com o tempo (ou com a quantidade de amores que você tenha tido que superar na vida, o que acontecer primeiro), porém jamais será algo normal, corriqueiro.
Concordo com Cazuza, quando ele questiona "pra que fingir, dizer que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor". Pois é, pra que? Você pode guardar um carinho eterno pelo seu ex-companheiro, pode até amá-lo pelo simples fato dele ter feito parte da sua vida, ter passado por muita com você e vice-versa, mas amigos? Amigos de verdade, sério? Claro que conheço ex-casais que se dizem felizes e levando a amizade entre eles numa boa, e não desconfio que haja boa intenção nisso, só que eu não entendo. Como esquecer tanta coisa, esconder tanta história em um "oi" despretensioso? Não sei fazer isso, que me desculpem os que tiram isso de letra.
Não estou falando de relação vazias ou sem rotina, sem intimidade ou títulos (sim, aquela coisa antiga e de outra década, chamada 'namoro', lembra?). Sei que a modernidade de 2011 nos traz uma infinidade de relações sem compromisso, sem cobranças, sem regras e que ninguém sabe bem como agir. Falar disso é tão vago e impreciso quanto discutir futebol numa roda de amigos bêbados. Falo de, no mínimo, namoro, quando se tem uma certa rotina, onde se conhece o terreno e não se pisa em ovos. Depois que você tem a intimidade de uma pessoa, voltar atrás me é incompreensível. Aceitável, mas esquisito.
Os passos que são dados para longe da vida com a pessoa quando o relacionamento termina são necessários. Você se afasta, evita os encontros na medida do possível e vai levando os dias até que as coisas voltem a ser como eram, ou começa algo novo, qualquer que seja a solução que você tenha encontrado para seguir sozinho. Um dia, você vai acabar esbarrando, não tem muito jeito. Mas até lá, tudo bem cumprimentar cordialmente, porque aí, de fato, as coisas já vão estar bem, sem que se force barra alguma, sem que o mal-estar seja maior que a educação. Eu só acho que ainda é cedo.
Inspiração direta: http://copodecachaca.blogspot.com/2011/06/fala-com-minha-mao.html
Concordo com Cazuza, quando ele questiona "pra que fingir, dizer que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor". Pois é, pra que? Você pode guardar um carinho eterno pelo seu ex-companheiro, pode até amá-lo pelo simples fato dele ter feito parte da sua vida, ter passado por muita com você e vice-versa, mas amigos? Amigos de verdade, sério? Claro que conheço ex-casais que se dizem felizes e levando a amizade entre eles numa boa, e não desconfio que haja boa intenção nisso, só que eu não entendo. Como esquecer tanta coisa, esconder tanta história em um "oi" despretensioso? Não sei fazer isso, que me desculpem os que tiram isso de letra.
Não estou falando de relação vazias ou sem rotina, sem intimidade ou títulos (sim, aquela coisa antiga e de outra década, chamada 'namoro', lembra?). Sei que a modernidade de 2011 nos traz uma infinidade de relações sem compromisso, sem cobranças, sem regras e que ninguém sabe bem como agir. Falar disso é tão vago e impreciso quanto discutir futebol numa roda de amigos bêbados. Falo de, no mínimo, namoro, quando se tem uma certa rotina, onde se conhece o terreno e não se pisa em ovos. Depois que você tem a intimidade de uma pessoa, voltar atrás me é incompreensível. Aceitável, mas esquisito.
Os passos que são dados para longe da vida com a pessoa quando o relacionamento termina são necessários. Você se afasta, evita os encontros na medida do possível e vai levando os dias até que as coisas voltem a ser como eram, ou começa algo novo, qualquer que seja a solução que você tenha encontrado para seguir sozinho. Um dia, você vai acabar esbarrando, não tem muito jeito. Mas até lá, tudo bem cumprimentar cordialmente, porque aí, de fato, as coisas já vão estar bem, sem que se force barra alguma, sem que o mal-estar seja maior que a educação. Eu só acho que ainda é cedo.
Inspiração direta: http://copodecachaca.blogspot.com/2011/06/fala-com-minha-mao.html