Ela acabou um namoro de 4 anos no final do ano passado. Ficou solteira, aproveitou todas. Ele sofreu, ficou sozinho, arrumou uma outra e está tentando partir pra outra. Ela descobriu, não gostou e começou a reaparecer na vida dele. Ficaram juntos, mas sem compromisso. Ela percebeu que ainda gostava dele, e quis voltar. Ele enrolou uma vez, duas, até que tomou uma decisão. E isso foi hoje:
- Ele me deletou do Orkut e do MSN porque diz que ainda gosta muito de mim e quer me esquecer.
- Você disse que ainda gosta dele?
- Disse que queria voltar.
- Mas os homens não entendem, tem que ser bem explícita. 'EU GOSTO DE VOCÊ'.
- Mas ele entende, sempre me entendeu.
- Vocês duas têm que entender que ele está com orgulho ferido. Sofreu muito, e não quer sofrer de novo.
Fiquei indignada. Como assim, o cara vai deixar de ficar com a garota que gosta, que sempre gostou, o dito 'amor da vida dele' porque está com o orgulho ferido? Meu filho, quem mais do que a menina dos seus sonhos (nossa, que antiquado!) pra te curar?
Nunca acreditei no "vou ficar longe de você mesmo te amando porque vai ser melhor assim". Nem que a pessoa fique com quem supostamente lhe faz mal só pra sentir na pele e acabar deixando de gostar, mas estando junto. Gostar de alguém e se manter longe por vontade própria me é incompreensível, não adianta.
Sofrer longe de uma pessoa por vingancinha, mero orgulho bobo porque o outro terminou contigo? E se a pessoa se arrependeu? Todo mundo erra, ora. Depois de milhares de erros ok, compreensível. Mas depois do primeiro? Depois de uma longa relação, cheia de história boa pra contar e cheio de saudade dela no peito dos dois? Então é porque não tem mais amor.
Garoto esquisito. Eu, hein. Eu certamente agiria diferente.
Se bem que, pensando melhor, depende. Depende muito das histórias, do que falaram, de como essas coisas foram ditas, depende do que não foi dito e do quanto esse silêncio doeu, e por quanto tempo doeu.
É, amigo, você que sabe. Acho até que eu faria igual...
Aqui escrevo meus devaneios. Pensamentos e histórias, auto-biográficas ou não. De real? Só o sentimento: eu realmente coloco a minha alma em cada palavra. Só que nem todas elas realmente aconteceram. Comigo, nessa vida ou nessa ordem. Fingimos dor, os escritores ou aspirantes. Não quer dizer que sintamos - nem quer dizer que não.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Em 9/4/2009
Lembra daquele referendo sobre o desarmamento no país, em 2005? Eu tinha 19 anos, nunca havia pensado em ter uma arma na vida, mas precisava ir lá votar a favor do fim das armas por aqui. Primeiro porque a gente tá careca de saber a quantidade de gente sem noção, despreparada e até desiquilibrada que porta arma nesse Brasil (e não, eu não estou falando só de bandido). Sou e sempre fui a favor dessa diminuição de maluco com acesso a armas. Claro que eu sei que a violência deveria permanecer a loucura de sempre, mas talvez diminuísse aqui e ali. Já valeria a pena.
Sem entrar em mérito da segurança, que nosso governo, principalmente aqui no Rio, o que menos faz é garantir a nossa, mas enfim. Sempre que estou num dia raivoso e estressante, dou graças a Deus por não ter porte de armas. Considero-me uma pessoa equilibrada. Acho que só bati mesmo em alguém uma meia dúzia de vezes na vida. Uma quando iam me assaltar e todas as outras pra me defender, porque se não o fizesse, nenhuma das 30 pessoas à minha volta o faria e era bem provável que eu apanhasse ainda mais.
Não sou violenta e costumo ter paciência quando se trata de trabalho. Na faculdade não, pelo contrário. Explodo com a burrice, ignorância e falta de compromisso das pessoas DIARIAMENTE. É demais pedir que as pessoas sejam compromissadas com o próximo, no mínimo? Quer ficar com nota baixa? Opa, beleza. Mas o que sua dupla, trio ou membro de grupo tem a ver com isso? Pois é. Mas eu explodo, dou meia dúzia de berro e daqui a um mate de galão e um croissant da lanchonete tá tudo certo. Mas no trabalho são outros quinhentos. Eu não consigo explodir.
Pode ser pior pra mim, e deve ser, porque só quem se estressa sou eu, mas não adianta, pra mim trabalho é trabalho. Sempre fui assim, desde a primeira vez que fiz qualquer coisa em que fosse paga no final (sem ambigüidades, queridos). No máximo, vou guardando e um belo dia falo séria que aquilo me aborrece e acabam me pedindo desculpas. Aliás, eu já disse aqui que DETESTO que me peçam desculpas? Detesto. Nunca gostei disso. Errou? Ok, eu erro mais do que você. Admita, reconheça, e evite de verdade fazer igual. É simples (?).
Vim guardando meus aborrecimentos, explodi não sei, umas duas vezes nos últimos seis meses. Mas ontem... Ai, ontem não deu. Pensei sério: graças a Deus eu não tenho uma arma. Parece piada, mas não é: se ontem eu tivesse um revólver em mãos, quatro ou cinco que agora olham a minha cândida carinha digitando no computador não imaginam que hoje poderiam nem estar aqui. Na raiva, na vontade de fazer justiça por todas as grosserias que aturo, todos os foras que recebo sem necessidade, a gente não pensa. Só atira.
Sem entrar em mérito da segurança, que nosso governo, principalmente aqui no Rio, o que menos faz é garantir a nossa, mas enfim. Sempre que estou num dia raivoso e estressante, dou graças a Deus por não ter porte de armas. Considero-me uma pessoa equilibrada. Acho que só bati mesmo em alguém uma meia dúzia de vezes na vida. Uma quando iam me assaltar e todas as outras pra me defender, porque se não o fizesse, nenhuma das 30 pessoas à minha volta o faria e era bem provável que eu apanhasse ainda mais.
Não sou violenta e costumo ter paciência quando se trata de trabalho. Na faculdade não, pelo contrário. Explodo com a burrice, ignorância e falta de compromisso das pessoas DIARIAMENTE. É demais pedir que as pessoas sejam compromissadas com o próximo, no mínimo? Quer ficar com nota baixa? Opa, beleza. Mas o que sua dupla, trio ou membro de grupo tem a ver com isso? Pois é. Mas eu explodo, dou meia dúzia de berro e daqui a um mate de galão e um croissant da lanchonete tá tudo certo. Mas no trabalho são outros quinhentos. Eu não consigo explodir.
Pode ser pior pra mim, e deve ser, porque só quem se estressa sou eu, mas não adianta, pra mim trabalho é trabalho. Sempre fui assim, desde a primeira vez que fiz qualquer coisa em que fosse paga no final (sem ambigüidades, queridos). No máximo, vou guardando e um belo dia falo séria que aquilo me aborrece e acabam me pedindo desculpas. Aliás, eu já disse aqui que DETESTO que me peçam desculpas? Detesto. Nunca gostei disso. Errou? Ok, eu erro mais do que você. Admita, reconheça, e evite de verdade fazer igual. É simples (?).
Vim guardando meus aborrecimentos, explodi não sei, umas duas vezes nos últimos seis meses. Mas ontem... Ai, ontem não deu. Pensei sério: graças a Deus eu não tenho uma arma. Parece piada, mas não é: se ontem eu tivesse um revólver em mãos, quatro ou cinco que agora olham a minha cândida carinha digitando no computador não imaginam que hoje poderiam nem estar aqui. Na raiva, na vontade de fazer justiça por todas as grosserias que aturo, todos os foras que recebo sem necessidade, a gente não pensa. Só atira.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Pode. Nem ligo.
Pode deixar de me ligar. Tudo bem, já não me incomodo se você finge que não sabe mais meu telefone ou simplesmente não quer me ligar. Já não faz mais diferença, tem tempo demais que meu telefone não toca pra sua voz falar do outro lado.
Pode passar por mim na rua e fingir que não me viu. Já doeu demais o 'olá' seco daquela última vez. Guarda pra você seus dois beijinhos no rosto e um abraço de amizade. Eu não quero.
Pode perguntar por mim e pedir pra não me contarem. Ninguém nunca me contou nada mesmo, e eu já cansei de me perguntar se andam te acobertando ou se você realmente nem quer saber de mim.
Pode deixar que da sua vida eu não cuido mais, tem até tempo que não. Sei lá por onde você anda, o que faz ou deixa de fazer. Não sei, ninguém me conta e eu nem pergunto também. Vai que você realmente não se interessa por mim? Chega de passar por pateta.
Pode me perseguir na rua. A essa altura do campeonato eu não fico mais esperando você surgir em cada esquina pra me fazer uma surpresa. Não espero mais que você ainda lembre das minhas senhas e com isso saiba tudo da minha vida. Tenho andado de cabeça baixa. Juro que nem vou te ver.
Pode lembrar e reviver memórias, que eu sei que você guarda e tem todas elas. Sobre as cartas e fotos, se sentir saudades, saiba que tenho todas. TODAS. Pra que rasgar no papel se da cabeça não saem? De fingimento já basta pros outros.
Pode vir ler meus textos, eu não me incomodo. Pra te ser sincera eu nem sei quem vem ou deixa de vir aqui, então sinta-se à vontade pra gozar da dor alheia ou se confortar sabendo que você não está sozinho...
Pode passar por mim na rua e fingir que não me viu. Já doeu demais o 'olá' seco daquela última vez. Guarda pra você seus dois beijinhos no rosto e um abraço de amizade. Eu não quero.
Pode perguntar por mim e pedir pra não me contarem. Ninguém nunca me contou nada mesmo, e eu já cansei de me perguntar se andam te acobertando ou se você realmente nem quer saber de mim.
Pode deixar que da sua vida eu não cuido mais, tem até tempo que não. Sei lá por onde você anda, o que faz ou deixa de fazer. Não sei, ninguém me conta e eu nem pergunto também. Vai que você realmente não se interessa por mim? Chega de passar por pateta.
Pode me perseguir na rua. A essa altura do campeonato eu não fico mais esperando você surgir em cada esquina pra me fazer uma surpresa. Não espero mais que você ainda lembre das minhas senhas e com isso saiba tudo da minha vida. Tenho andado de cabeça baixa. Juro que nem vou te ver.
Pode lembrar e reviver memórias, que eu sei que você guarda e tem todas elas. Sobre as cartas e fotos, se sentir saudades, saiba que tenho todas. TODAS. Pra que rasgar no papel se da cabeça não saem? De fingimento já basta pros outros.
Pode vir ler meus textos, eu não me incomodo. Pra te ser sincera eu nem sei quem vem ou deixa de vir aqui, então sinta-se à vontade pra gozar da dor alheia ou se confortar sabendo que você não está sozinho...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A vida é uma incógnita
Eu não tinha a menor idéia que ia ser você a pessoa que seria meu próximo amor. Pra ser sincera, eu nem sabia se amaria de novo. Aliás, rasgando toda a capa que ainda visto quando escrevo pra alguém ler, eu nunca pensei que questionaria o amor que já cheguei um dia a sentir. Mas, a vida é uma incógnita. Como bem disse uma vez alguém muito querida, "nunca deixe de ser uma metamorfose". O caráter de uma pessoa, quando é bom, a gente não muda, nem se quiser. Mas um conceito, uma regra, um pensamento, por que não? A vida é uma incógnita.
Amores são vários; se são vários, não significam que algum deles não foi de verdade; amores podem, e devem ser diferentes. Os amores variam de pessoa como as pessoas variam pelos seus amores. Diferir não é algo ruim. O amor de outrora não é como esse? Tudo bem. Não quer dizer que o outro não era amor, que não era bom, que não foi feliz. Só era um outro amor, uma outra maneira, de um outro jeito. Diferente, mas nem por isso deixava de ser amor. Mas nada disso fazia parte das minhas convicções, aquelas que eu defendia com unhas, dentes e argumentos. Não fazia. Mas, a vida é uma ingógnita.
Eu não fazia mesmo idéia de que você, logo você, me provaria tanta coisa que eu nunca quis nem saber. Logo você. Fazia tempo que alguém não me conquistava. Aliás, fazia tempo que eu não deixava isso acontecer. As pessoas precisam de tempo, e eu precisava do meu. Pra jogar os discos fora, doar os livros lidos, enfiar as cartas velhas de volta pro fundo da caixa de recordações. Faltava esvaziar o armário do meu coração. Uma vez vazio, eu sabia que estaria de malas prontas pra sabe lá Deus onde. Tá, talvez Deus soubesse. Mas só ele. Porque a vida, ah, a vida é uma incógnita.
A gente demora pra admitir que estava errado. Não pelas convicções, mas por não reconhecer que elas podem nem sempre ser o melhor, e querer mudá-las. Mudança há de ser algo bom, de vez em quando. É bom variar, principalmente quando essa mudança vem de dentro. "Nossa, você parece outra pessoa!" Não deixa de ser. Ninguém muda de verdade cortando o cabelo ou fazendo uma tatuagem. Mas experimenta não querer mais passar os carnavais no Nordeste. Resolve parar de beber cerveja. Começa a fazer mais amizades e ter menos conhecidos. Vai que você fica mais feliz assim? Nunca se sabe: a vida é uma incógnita.
Amores são vários; se são vários, não significam que algum deles não foi de verdade; amores podem, e devem ser diferentes. Os amores variam de pessoa como as pessoas variam pelos seus amores. Diferir não é algo ruim. O amor de outrora não é como esse? Tudo bem. Não quer dizer que o outro não era amor, que não era bom, que não foi feliz. Só era um outro amor, uma outra maneira, de um outro jeito. Diferente, mas nem por isso deixava de ser amor. Mas nada disso fazia parte das minhas convicções, aquelas que eu defendia com unhas, dentes e argumentos. Não fazia. Mas, a vida é uma ingógnita.
Eu não fazia mesmo idéia de que você, logo você, me provaria tanta coisa que eu nunca quis nem saber. Logo você. Fazia tempo que alguém não me conquistava. Aliás, fazia tempo que eu não deixava isso acontecer. As pessoas precisam de tempo, e eu precisava do meu. Pra jogar os discos fora, doar os livros lidos, enfiar as cartas velhas de volta pro fundo da caixa de recordações. Faltava esvaziar o armário do meu coração. Uma vez vazio, eu sabia que estaria de malas prontas pra sabe lá Deus onde. Tá, talvez Deus soubesse. Mas só ele. Porque a vida, ah, a vida é uma incógnita.
A gente demora pra admitir que estava errado. Não pelas convicções, mas por não reconhecer que elas podem nem sempre ser o melhor, e querer mudá-las. Mudança há de ser algo bom, de vez em quando. É bom variar, principalmente quando essa mudança vem de dentro. "Nossa, você parece outra pessoa!" Não deixa de ser. Ninguém muda de verdade cortando o cabelo ou fazendo uma tatuagem. Mas experimenta não querer mais passar os carnavais no Nordeste. Resolve parar de beber cerveja. Começa a fazer mais amizades e ter menos conhecidos. Vai que você fica mais feliz assim? Nunca se sabe: a vida é uma incógnita.
sexta-feira, 20 de março de 2009
De novo
Eu já tinha esquecido como era sentir essas coisas. Foi bom ter voltado a impressão de borbeletas no estômago quando o carro vem chegando, ou quando eu via da portaria, olhando pra fora do portão. É claro que eu gostava, era boa a sensação de cosia nova, sentimento novinho em folha chegando pra deixar a gente mais calma, vendo o mundo com mais cor novamente. Paixãozinha de verão (ou seja lá de que estação for) tem esse poder de dar alegrias únicas, e quase sempre muito bem-vindas. No meu caso, mais do que bem-vinda, ela foi quase uma benção no momento certo.
Foi ótimo, não minto e pelo contrário, assumo. Mas mais do que isso, eu confesso que não esperava. Não, mesmo. Primeiro porque ainda achava nutrir resquícios. Bom, se nutria ou não, nem tenho como saber, porque entrando nesse mérito, haja psicologia e de cabeça eu não entendo, quanto muito de coração, e pelo que eu vi e passei nessa vida. Quase 23 anos não me dão muita bagagem, mas vamos lá. Achava que vivia de um passado que já tinha passado e eu só eu que não via. Não sei por que, eu procurei, e não sei por que. Mas vivi, e já achava que era tempo de parar.
Se apaixonar, viver uma nova história é sem dúvida a resposta pro esquecimento total de um passado que tenha sido ou não feliz - não importa, somente importante que ele passou e é isso que a gente precisa, mais cedo ou mais tarde, mais do que encarar: entender. Eu entendi que passou, e mais do que isso, eu não quero mais que não tenha passado. Porque eu descobri que eu posso sentir de novo. E novamente, mais do que isso, eu descobri que o amor pode não só vir de novo: ele pode vir melhor, mais maduro, mais saudável. Mesmo que isso negue todas as teorias que eu tinha. Mas teorias foram mesmo pra serem derrubadas.
É claro que dá medo, eu tô morrendo de pavor de passar por todo o sofrimento de outrora de novo, quem não estaria? Mas o risco é preciso correr. Primeiro porque tem sido bom, e de coisas boas eu não costumo de desfazer, ainda mais por medo. Um dia me prometi que nunca mais deixo de lado minhas vontades por medo do amanhã, e tenho cumprido há cinco anos. Vamos ver onde isso vai dá, a gente nunca sabe. Mas o melhor é saber que, se infelizmente durar menos do que eu previa, tudo bem. É bom saber que nunca vai ser o último. É bom saber que a gente pode amar de novo.
Foi ótimo, não minto e pelo contrário, assumo. Mas mais do que isso, eu confesso que não esperava. Não, mesmo. Primeiro porque ainda achava nutrir resquícios. Bom, se nutria ou não, nem tenho como saber, porque entrando nesse mérito, haja psicologia e de cabeça eu não entendo, quanto muito de coração, e pelo que eu vi e passei nessa vida. Quase 23 anos não me dão muita bagagem, mas vamos lá. Achava que vivia de um passado que já tinha passado e eu só eu que não via. Não sei por que, eu procurei, e não sei por que. Mas vivi, e já achava que era tempo de parar.
Se apaixonar, viver uma nova história é sem dúvida a resposta pro esquecimento total de um passado que tenha sido ou não feliz - não importa, somente importante que ele passou e é isso que a gente precisa, mais cedo ou mais tarde, mais do que encarar: entender. Eu entendi que passou, e mais do que isso, eu não quero mais que não tenha passado. Porque eu descobri que eu posso sentir de novo. E novamente, mais do que isso, eu descobri que o amor pode não só vir de novo: ele pode vir melhor, mais maduro, mais saudável. Mesmo que isso negue todas as teorias que eu tinha. Mas teorias foram mesmo pra serem derrubadas.
É claro que dá medo, eu tô morrendo de pavor de passar por todo o sofrimento de outrora de novo, quem não estaria? Mas o risco é preciso correr. Primeiro porque tem sido bom, e de coisas boas eu não costumo de desfazer, ainda mais por medo. Um dia me prometi que nunca mais deixo de lado minhas vontades por medo do amanhã, e tenho cumprido há cinco anos. Vamos ver onde isso vai dá, a gente nunca sabe. Mas o melhor é saber que, se infelizmente durar menos do que eu previa, tudo bem. É bom saber que nunca vai ser o último. É bom saber que a gente pode amar de novo.
terça-feira, 10 de março de 2009
Vergonha
Não tenho vergonha de admitir que chorei. Chorei mesmo, e não foi pouco. Recebi olhares de pena, de compaixão e muitos de compreensão - muita gente que já passou por isso e me entendia.
Não me envergonho em dizer que tomei esporro por chorar por uma coisa tão pequena, por não entender mais rápido que dor de amor não mata nem tem que doer tanto assim.
Não tenho vergonha.
De ter deixado prováveis belas histórias de amor perdidas pelo caminho, e todas inacabadas. Eu ainda não estava pronta, e acreditava que se eu não conseguisse dar o melhor de mim, de nada valia.
Não me envergonho de ter ligado, ter dado a cara a tapa e ter sido alvo se chacota. Não me importei de ter precisado passar por isso, cada um passa pelo que tem que passar mesmo.
Aceitei o meu destino. Não me deu vergonha.
Não tenho vergonha de levantar a cabeça e dizer que venci. Eu sei que achei que era eterno e por isso, por dizer que deixei pra trás, não me envergonho de parecer mentirosa. Só eu sei que não fui, nunca fui.
Não me envergonho de ter aprendido muito mais do que ensinado.
Não tenho vergonha de nada, nem dos erros conscientes, nem dos acertos tortuosos; de nada.
Eu não tenho vergonha dessa parte da minha história. Não mais.
Não me envergonho em dizer que tomei esporro por chorar por uma coisa tão pequena, por não entender mais rápido que dor de amor não mata nem tem que doer tanto assim.
Não tenho vergonha.
De ter deixado prováveis belas histórias de amor perdidas pelo caminho, e todas inacabadas. Eu ainda não estava pronta, e acreditava que se eu não conseguisse dar o melhor de mim, de nada valia.
Não me envergonho de ter ligado, ter dado a cara a tapa e ter sido alvo se chacota. Não me importei de ter precisado passar por isso, cada um passa pelo que tem que passar mesmo.
Aceitei o meu destino. Não me deu vergonha.
Não tenho vergonha de levantar a cabeça e dizer que venci. Eu sei que achei que era eterno e por isso, por dizer que deixei pra trás, não me envergonho de parecer mentirosa. Só eu sei que não fui, nunca fui.
Não me envergonho de ter aprendido muito mais do que ensinado.
Não tenho vergonha de nada, nem dos erros conscientes, nem dos acertos tortuosos; de nada.
Eu não tenho vergonha dessa parte da minha história. Não mais.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Como a cabeça da gente (não) funciona
Pára com isso! Será que você não vê, não percebe que está se enganando? Será que tu não nota que essa dor toda é você mesma quem está se causando? Você realmente acha que ele te ama, ou que te amou? Se foi ele mesmo quem disse, com a própria boca, usando suas próprias palavras, que não?! Como é que você acha que ele ia inventar tudo isso, a troco de quê? Ah, ele está mentindo?! Tá bom. Que esteja. E as atitudes, mentem também? A forma como ele te trata, aliás, a forma como ele NÃO te trata. Minha filha, ele te ignora completamente, há muito tempo, e só você que não vê. Ou não quer ver. Orgulho? Mané orgulho. Quem ama mesmo, quem ama mais do que tudo, joga o orgulho pra debaixo do tapete. Sim, mesmo que ele seja imaturo, que esteja ouvindo os amigos, ou aquela família maluca dele. Quando a gente quer de verdade, enfrenta tudo, enfrenta todos, nem pensa no amanhã. Tá, exagerei, a gente sabe quem nem sempre é assim, ok, você venceu. Mas ao menos pra você ele diria a verdade. Ou você é uma louca que ficaria indo atrás dele, se soubesse que ele te ama mas que vocês, por razão qualquer, não pudessem ou não fossem ficar juntos? Bom, aí pode ser. Ah... Mas mesmo assim. E as demonstrações de que a vida dele vai bem, obrigada, aliás bem demais sem voce?! Tudo fachada, no fundo você acha que ele chora à noite e nem dorme direito por sua causa?! Me poupe! É muita falta de noção e amor-próprio, a forma como você pensa, como a sua cabeça funciona de forma que você realmente acredite nessas coisas, nesses argumentos sem qualquer fundamento. Tá, com alguma probabilidade de ser verdade, mas falemos em números e mesmo você não sendo muito boa em matemática, não precisa ser um gênio pra sacar que ele caga na sua cabeça, quase que literalmente. Mesmo que você tenha agido assim com outras pessoas antigamente, mesmo que eu também tenha feito isso. Mesmo que saibamos quão normal e quase fácil é fazer isso tudo. Mesmo assim... Mesmo assim? Ah, sei lá. Vai que ele gosta de você mesmo, né? Vai que gosta... Ah, sei lá...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
A vida me ensinou tanta coisa...
Me ensinou que paciência é uma virtude que eu achava não possuir, e mesmo achando que estou longe do ideal, ainda, a vida me mostrou que eu posso ser mais paciente do que jamais imaginei, em momentos que também jamais pensei passar...
A vida me ensinou que a gente só passa por certas coisas pra que aprendamos e porque somos forte. Se não fôssemos capazes, a vida não nos faria um teste tão cruel, mesmo que a maior parte dos desafios nós passemos reclamando e tendo certeza que não sairemos nunca dessa. Mas a gente sempre sai. E mais forte.
A vida me ensinou que planos foram feitos pra nos dar uma base do que traçamos pra nós mesmos - onde nos vemos olhando prum futuro talvez não muito distante? Mas a vida também me ensinou que planos foram feitos pra serem arquivados, e que devemos viver um dia de cada vez - a vida tem certeza que a gente nunca sabe o nosso dia de amanhã.
A vida nos dá uma série de sinais quando sofremos de que tudo passa. Às vezes a gente não demora pra perceber, às vezes a gente percebe no crescimento da filha da sua vizinha que outro dia estava na barriga dela. Mas às vezes a gente acaba deixando os sinais de lado, só passando, e no fim das contas nem percebe que as coisas passam pra gente também.
A vida me ensinou que amor é coisa que dá e passa, e quebrou todas as minhas convicções de que eu só ia amar quando fosse eterno, pra casar e ter filhinhos, ser feliz pra sempre e morar numa casa na Lagoa. A vida me ensinou que amor não dá uma vez só, e que isso não faz de um amor nem de outro um sentimento menor ou diferente. O gostar é o mesmo, talvez a relação que não seja.
A vida me ensinou que a gente pode se tornar seres humanos que sempre abominamos, quando passamos por certas coisas, ou por causa de certas pessoas. A culpa não é de ninguém, senão nossa, quando percebemos isso, podemos mudar e não queremos. A vida ensina que mudar dá medo mas que faz parte, e um dia não vai doer olhar pra trás.
A vida ensina a gente que experiências foram feitas pra tirarmos o que melhor elas podem nos ensinar. A gente sabe disso, e quando enfrenta uma barra, reza pra que acabe logo, esperando o aprendizado. Mas a vida me ensinou que é nesse caminho, nessa "espera" que está o maior ensinamento.
Não sei, mas foi a vida que me ensinou ou foi você?
A vida me ensinou que a gente só passa por certas coisas pra que aprendamos e porque somos forte. Se não fôssemos capazes, a vida não nos faria um teste tão cruel, mesmo que a maior parte dos desafios nós passemos reclamando e tendo certeza que não sairemos nunca dessa. Mas a gente sempre sai. E mais forte.
A vida me ensinou que planos foram feitos pra nos dar uma base do que traçamos pra nós mesmos - onde nos vemos olhando prum futuro talvez não muito distante? Mas a vida também me ensinou que planos foram feitos pra serem arquivados, e que devemos viver um dia de cada vez - a vida tem certeza que a gente nunca sabe o nosso dia de amanhã.
A vida nos dá uma série de sinais quando sofremos de que tudo passa. Às vezes a gente não demora pra perceber, às vezes a gente percebe no crescimento da filha da sua vizinha que outro dia estava na barriga dela. Mas às vezes a gente acaba deixando os sinais de lado, só passando, e no fim das contas nem percebe que as coisas passam pra gente também.
A vida me ensinou que amor é coisa que dá e passa, e quebrou todas as minhas convicções de que eu só ia amar quando fosse eterno, pra casar e ter filhinhos, ser feliz pra sempre e morar numa casa na Lagoa. A vida me ensinou que amor não dá uma vez só, e que isso não faz de um amor nem de outro um sentimento menor ou diferente. O gostar é o mesmo, talvez a relação que não seja.
A vida me ensinou que a gente pode se tornar seres humanos que sempre abominamos, quando passamos por certas coisas, ou por causa de certas pessoas. A culpa não é de ninguém, senão nossa, quando percebemos isso, podemos mudar e não queremos. A vida ensina que mudar dá medo mas que faz parte, e um dia não vai doer olhar pra trás.
A vida ensina a gente que experiências foram feitas pra tirarmos o que melhor elas podem nos ensinar. A gente sabe disso, e quando enfrenta uma barra, reza pra que acabe logo, esperando o aprendizado. Mas a vida me ensinou que é nesse caminho, nessa "espera" que está o maior ensinamento.
Não sei, mas foi a vida que me ensinou ou foi você?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
E pra esquecer quem se pensava conhecer tão bem?
Ontem fui dormir pensando em você. Tinha tempo que a sua ausência não me pesava o sono. Quase perdi a hora essa manhã, me atrasei pra aula e sei que vou ficar com sono o dia todo. Mas não é isso o que me incomoda. Antes fosse cansaço, o meu problema. Antes fosse você, o meu problema. Porque realmente foi, antes. Mas há muito que não é. Que não somos mais nada que não passado um do outro. Que não nos temos notícias, que não nos procuramos, que não queremos mais saber. Ou queremos mas não fazemos - como eu -, ou fazemos mas o outro não sabe, como eu nunca devo saber.
Incomodou. Saber que de alguma forma você ainda impacta minha vida, é capaz de afetar meus dias, ou meus pensamentos, mesmo depois de tanta coisa, de tanto tempo, me assustou. Não tem fim? Ontem ouvi que demoramos o tempo que durou a relação para esquecer aquela pessoa de vez, de verdade. Ou seja, quem namora dois anos, leva outros dois pra esquecer aquele amor de vez e partir pra outro novo. Na hora não fez sentido, mas hoje quando acordei pensei melhor.
Não que eu viva com a cabeça nos dias que passaram, só fale em você e na nossa história, mas vou enganar a quem, mentindo que você passou e eu parti pra outra? Não sei se gosto mais, e só saberia se te visse – o que, se eu puder escolher, não acontecerá – mas ainda há resquícios. Seus fantasmas ainda atormentam minha rotina e, certamente, as prováveis relações que eu venho tentando manter. Eu te comparo com os outros.
O engraçado (?) é que eu não quero outro você, mas procuro suas qualidades incessantemente. Eu quero seu lado bom e seu lado ruim consertado. Eu quero um alguém que você não foi pra mim, um você que eu passei todo o tempo tentando transformar. E tenho certeza que você procura isso também: uma eu que você amava, numa versão que não consegui ser – uma eu mesma que, se você pudesse, mudava.
As exigências são erradas – eu reconheço, e quando escrevo é porque assumo. Não achei respostas, ainda. Tenho recorrido às soluções rápidas, tentando tapar o sol com a peneira mas, claro, não vem funcionando. A gente aprende é com os erros, eu sei, mas até quando? Se for seguir pelas contas, no total me são o que, dois anos?
Incomodou. Saber que de alguma forma você ainda impacta minha vida, é capaz de afetar meus dias, ou meus pensamentos, mesmo depois de tanta coisa, de tanto tempo, me assustou. Não tem fim? Ontem ouvi que demoramos o tempo que durou a relação para esquecer aquela pessoa de vez, de verdade. Ou seja, quem namora dois anos, leva outros dois pra esquecer aquele amor de vez e partir pra outro novo. Na hora não fez sentido, mas hoje quando acordei pensei melhor.
Não que eu viva com a cabeça nos dias que passaram, só fale em você e na nossa história, mas vou enganar a quem, mentindo que você passou e eu parti pra outra? Não sei se gosto mais, e só saberia se te visse – o que, se eu puder escolher, não acontecerá – mas ainda há resquícios. Seus fantasmas ainda atormentam minha rotina e, certamente, as prováveis relações que eu venho tentando manter. Eu te comparo com os outros.
O engraçado (?) é que eu não quero outro você, mas procuro suas qualidades incessantemente. Eu quero seu lado bom e seu lado ruim consertado. Eu quero um alguém que você não foi pra mim, um você que eu passei todo o tempo tentando transformar. E tenho certeza que você procura isso também: uma eu que você amava, numa versão que não consegui ser – uma eu mesma que, se você pudesse, mudava.
As exigências são erradas – eu reconheço, e quando escrevo é porque assumo. Não achei respostas, ainda. Tenho recorrido às soluções rápidas, tentando tapar o sol com a peneira mas, claro, não vem funcionando. A gente aprende é com os erros, eu sei, mas até quando? Se for seguir pelas contas, no total me são o que, dois anos?
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Quanto tempo leva pra se conhecer alguém de verdade?
A discussão tá quente. Duas acham que dois anos é tempo suficiente pra se conhecer bem alguém. Uma delas, inclusive, acha que conhece super bem o namorado com quem está junto há um ano. Eu e o outro discordamos. Ele morou junto com a ex o mesmo tempo que eu praticamente fiz o mesmo. Ambos vimos que a gente sempre acha que conhece a pessoa, mas é convivendo todo dia, debaixo do mesmo teto, durante realmente um bom tempo, é que a gente vê como as pessoas são, e como elas reagem de verdade nessa ou naquela ocasião.
Parece que não, mas mesmo se vendo todo dia, numa refeição ou rapidinho de noite, é nos problemas juntos, na divisão das contas, nos problemas diários, numa rotina normal que a gente passa a conhecer o outro, sabe o que esperar e principalmente o que não esperar daquela relação. Defeito de fim de semana não é defeito, é característica. Ver olho remelento nas viagens de verão ou numa ou outra noite é pinto. Vai ver todo dia, beijar a boca de bafo matinal sem nem perceber mais, preparar comida, ter que lavar a louça, passar o pano pra tirar o pó, aturar o mau humor.
Nós, o "time dos que acham dois anos são duas semanas", votamos numa prévia antes de casar: todo mundo que for assinar papel, andar pela igreja, TEM que morar junto antes. Saber como o outro realmente é, mesmo que esconder certas coisas acabe sendo sem querer. A gente acha que isso evitaria muito divórcio por aí, e as pessoas poderiam aprender a ser mais pacientes, maleáveis e compreensivas. Porque essas características, ao contrário do que pensa o "time dos que pensam que dois anos são uma eternidade", não são feitas de capacidade de engolir sapo.
No final das contas, nenhum de nós quatro sabe quanto tempo se leva pra conhecer realmente alguém. Ou porque dois anos é pouco demais, ou porque nossos antigos pares tenham se escondido muito bem de nós por esse tempo todo, e um belo dia resolveram sair da casca - pode até ser. Mas, verdade seja dita: quando alguém que conhecemos há muito (ou que pensamos muito conhecer) nos surpreende de alguma maneira nada boa, a sensação de 'onde eu estava que nunca vi isso' traz uma impotência, um ar de incapacidade sem tamanho. Ah, mané dois anos!!
Parece que não, mas mesmo se vendo todo dia, numa refeição ou rapidinho de noite, é nos problemas juntos, na divisão das contas, nos problemas diários, numa rotina normal que a gente passa a conhecer o outro, sabe o que esperar e principalmente o que não esperar daquela relação. Defeito de fim de semana não é defeito, é característica. Ver olho remelento nas viagens de verão ou numa ou outra noite é pinto. Vai ver todo dia, beijar a boca de bafo matinal sem nem perceber mais, preparar comida, ter que lavar a louça, passar o pano pra tirar o pó, aturar o mau humor.
Nós, o "time dos que acham dois anos são duas semanas", votamos numa prévia antes de casar: todo mundo que for assinar papel, andar pela igreja, TEM que morar junto antes. Saber como o outro realmente é, mesmo que esconder certas coisas acabe sendo sem querer. A gente acha que isso evitaria muito divórcio por aí, e as pessoas poderiam aprender a ser mais pacientes, maleáveis e compreensivas. Porque essas características, ao contrário do que pensa o "time dos que pensam que dois anos são uma eternidade", não são feitas de capacidade de engolir sapo.
No final das contas, nenhum de nós quatro sabe quanto tempo se leva pra conhecer realmente alguém. Ou porque dois anos é pouco demais, ou porque nossos antigos pares tenham se escondido muito bem de nós por esse tempo todo, e um belo dia resolveram sair da casca - pode até ser. Mas, verdade seja dita: quando alguém que conhecemos há muito (ou que pensamos muito conhecer) nos surpreende de alguma maneira nada boa, a sensação de 'onde eu estava que nunca vi isso' traz uma impotência, um ar de incapacidade sem tamanho. Ah, mané dois anos!!