Aqui escrevo meus devaneios. Pensamentos e histórias, auto-biográficas ou não. De real? Só o sentimento: eu realmente coloco a minha alma em cada palavra. Só que nem todas elas realmente aconteceram. Comigo, nessa vida ou nessa ordem. Fingimos dor, os escritores ou aspirantes. Não quer dizer que sintamos - nem quer dizer que não.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Existe amizade entre homem e mulher?
Nunca fui amiga das namoradas dos meu amigos, e aquelas que mais me detestam, que saibam agora: o foco está errado, lindinhas. Tenho um imã para namoradas desconfiadas, e com isso aprendi a saber diferenciar quando há maldade de uma das partes - já errei, claro, mas costumo acertar. Ninguém gosta quando uma pessoa do sexo oposto (supostamente) conhece mais seu namorado do que você, mas e aí? Por mais que impedir a convivência dos dois possa funcionar por tempo, a probabilidade de isso ser eterno é quase nula, e as mentiras costumam vir junto: seu namorado começa a mentir pra você e não conta quando está junto com as amigas. Ponto pra quem?
Já estive do lado de lá (a namorada) e do lado de cá (a amiga), a diferença é que aprendi a saber quem respeita o casal - e quem passa longe disso. Com o tempo a gente entende que o respeito é uma via de mão dupla, e quando ela anda sozinha, alguma coisa está errada. Aceitar que amizade é, muitas vezes, perder um amigo por algum tempo exige uma paciência que confesso ter dificuldade de encontrar. Mas eu sempre encontro, e espero passar - por enquanto, sempre tem passado. E a namorada vê que não, nunca teve nada, ao menos não ali, ao menos não comigo. Tive namoros e se tem coisa que eu faço é respeitar os outros, porque gosto de ser respeitada quando chega a minha vez.
Mas às vezes, as namoradas não enxergam. Já deixei de ser madrinha de casamento de grandes amigos por conta disso; já deixei de ir a eventos e estar em lugares importantes por causa do mesmo motivo. Com o tempo, vi que as pessoas vão colher o que plantaram de qualquer maneira, e eu também colhi. Se as namoradas dos meus amigos aprenderam a lição, e viram que o problema não era bem eu? Talvez eu nunca saiba. Mas algumas tiveram salvação e hoje sabem quem é amiga e quem não é; e eu espero ter sido uma delas, quando acredito ter aprendido a minha lição, também. E isso eu vou só vou saber quando namorar de novo. Próximo?!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Amor platônico
Na minha opinião, que fique bem claro, 'amor platônico' nada mais é do que um nome para aquele sentimento que algumas pessoas chamam também de paixão - e que eu chamo é de encantamento. Explico-me: quando você não tem nenhum tipo de relação com uma pessoa, é inviável que você possa sentir algum sentimento verdadeiro, ou no mínimo completo. Você não conhece de fato esta pessoa, como pode chegar a amá-la? Não há convivência, você não sente o bafo matinal. Não pode ser amor.
Esse 'amor platônico' é o mais simples, aquele em que você é 'a fim' de alguém. Fantasia histórias, beijos, diálogos inteiros, viagens. Você projeta naquela pessoa um alguém que você inventou, e basta arrumar um namorado, ficante ou qualquer coisa mais real do que alguém que você observa de longe, ou de perto mas não muito e pronto: você saca logo que era 'apaixonadinho', 'encantadinho', sentia um 'amor platônico' com todas as aspas possíveis. Mas AMOR, não era.
Tentaram me convencer que amor platônico existe, sim, quando existe a convivência, como um amigo se apaixonar por outro, ou no caso de colegas de trabalho. Concordo que o convívio até traz a possibilidade do sentimento ser mais verdadeiro, pois há 'conhecimento de causa', você sabe como a pessoa é nos bons e nos maus dias. Mas AMOR? Menos, amiguinho. Amor demanda tanta coisa maior do que almoços, estresses e chopp de sexta-feira...
Quando são grandes amigos e um se apaixona? Isso, use esta palavra: paixão. Mesmo que eu ainda ache pesado você estar apaixonado por alguém que não está por você, prefira esta ao 'amor', mesmo que platônico, e mesmo que entre aspas. Não escolhemos por quem nos apaixonamos? Verdade. Mas ninguém se apaixona da noite pro dia, não é assim que as coisas funcionam - pelo menos não de verdade. Paixões de verão são lindas na adolescência, mas chega uma hora que sofrer deixa de ser charme.
Pelo menos sofrer de verdade, sem platonismo, sem aspas nem nada.
Aos curiosos e que discordam, cliquem aqui.
PS: também não confio muito no Wikipédia, mas é só pesquisar sobre Platão que, nesse caso, está certinho!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Não sou desse mundo
Vi um ex-casal (casal este que ficou junto o tempo que meus pais ficaram, e mesmo que quatro anos não seja muito, foi o que bastou pra que eu existisse, então para mim está valendo) ficar com outras pessoas, uma na frente do outro, um casal AO LADO do outro. Sério. É só comigo ou isso parece surreal? 'Ah, que isso, normal'. NORMAL? Parece que estão separados há alguns poucos meses. 'Não há mais sentimento?'. Então o que é essa necessidade de fazerem isso? Pra mim, à toa é que não é. E eu ouvi quando um deles disse pra um(a) amigo(a): 'você acha que João/Maria tá ficando puto(a)?'. Ok, pode ser que João/Maria não estivesse. Mas eu não nasci ontem, e quando as pessoas beijam olhando pro outro lado, mais precisamente pro ex-par, ah, meu amor, se isso é 'não ligar', então eu não sei mais o que é se importar, honestamente.
No mesmo dia, vi dois supostos casais na pista de dança. Se esfregando, beijos na nuca, no pescoço, no braço. Achei que estavam juntos, logicamente. Rá rá rá. Quem disse? Cinco músicas depois, uma delas beija um dos rapazes. A outra puxa a amiga e pergunta 'vai ficar com ele?' (como assim, 'vai ficar'? Se beijar não é mais ficar, meu Deus, o que é?). A amiga disse que sim, e a outra 'então vou ficar com esse, né? Aff, tu é foda!'. E beijou o menino. Com a maior cara de nojo. Oi? Se ela estivesse bêbada, ainda assim ia fazer besteira sem desculpa, mas pelo raciocínio, pela raiva da amiga, bêbada onde? Pas-sa-da. Saí da pista e fui pegar outra cerveja. Ou eu estava muito sóbria ou o mundo mudou drasticamente da minha adolescência pra cá. Ou sempre foi assim e eu que nunca vi?
Fiquei chocada. Será que eu ando me chocando com pouco? Pensei que sim, vai que estou muito retrógada? Passei pro lado profissional da coisa. Na mesma semana, dei uma olhada nos textos de uns coleguinhas (jornalista e aspirante se chama assim). Me deu mais revolta do que tristeza, saber que um dia essas aberrações da língua portuguesa não só farão parte da concorrência (o que é bom, quanto a esses eu me garanto) como farão, sei lá, parte da minha equipe. Rezo para que o bom senso do próximo exista e estes sejam limados antes da formatura. Minha mãe me consola quando diz que esse tipo tem e de monte por aí, em qualquer área. Eu sei, eu sei. Mas rezo pra que mude. Ainda tenho um ano. É só comigo ou isso também te dá medo?
Costumam me chamar de maluca, às vezes. É, porque eu costumo falar o que penso, ser sincera e não fazer joguinhos, fingir uma coisa sendo outra. Sempre agi assim, e quanto mais velha, só piora. Venho lutando contra a falta de noção, às vezes eu escolho palavras menos adequadas. Mas sempre sinceras. É só comigo ou a mentira virou 'olá'?! ÓBVIO que todo mundo mente, em tudo na vida. Pra não magoar conta-se mentirinhas aos montes, nunca fui muito Poliana, mas vamos combinar que tem gente que faz da mentira melhor amiga. Quanto a isso eu sou vacinada quase que diariamente (porque não sou Poliana mas sou filha de uma), mas ainda assim, vai dizer que não dá medo, aquela 'coleguinha' elogiar o casaco do outro e depois dizer que era ridículo, e logo depois a mesma 'coleguinha' elogiar o SEU boné?! Dá, sim.
Se me virem vagando pelas ruas olhando para o horizonte procurando meu lugar, não liguem. Dizem que de 7 em 7 anos a gente passa por uma crise existencial. Ou é só TPM.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Quando a gente não se leva a sério
Pode não parecer, mas eu levo muita coisa a sério na minha vida. Responsabilidades de faculdade, estudos, carreira, planos, trabalho, amizades, namoro. Demorei para descobrir tudo isso, é verdade, mas depois que admiti, venho tentando melhorar. E já começo me explicando "cara, foi mal, mas eu sou muito perfeccionista". MUITO. É por isso que, hoje, pra eu começar um namoro, ah, é preciso muito mais do que paixonite. Aliás, ela nem experimenta se manisfestar muito, pois é ciente da lista de coisas mais importantes. No quesito amizades, é preciso muito treino pra entender que nem todo mundo pensa e age como a gente espera, e essas diferenças são o que fazem uma amizade. Eu tô aprendendo. Na faculdade, brigas e mais brigas por causa de nota, trabalho em grupo, eu sei e reconheço: sou uma pentelha.
Mas hoje, eu resolvi não me levar a sério. Pelo menos por uns dias, em algumas coisas. Sei lá o dia de amanhã, sabe? Hoje a gente tem coisas que amanhã pode não ter mais, e vice-versa. Perde-se e ganha-se tão rápido, tão 'do nada', sem esperar ou estar pronto. Por isso, e por outros motivos pessoais também, resolvi me levar menos a sério, e com isso levar os outros menos a sério também. A não ser que me peçam, as coisas vão ficar mais leves pra mim. Sem contar com as coisas ou pessoas, vou tentar estar aberta aos imprevistos que eu tanto detestei um dia, quando fazia planos de absolutamente tudo. Hoje, eu vou por aí, talvez pra me desligar de mim, quem sabe? Vou sair sem destino, sem saber por onde nem o que me espera. Não espero, e não quero que me esperem também.
Se eu tiver que achar, que ache. Se tiver que ser achada, que seja. Sei lá. Esse negócio de planos já me aborreceu demais, vou dar um tempo. Quanto? Até me provarem que eles podem fazer sentido, e mostrarem que 'a reciprocidade existe, Nina, tu vai ver'. Eu vejo, claro. Acreditei e deixei de acreditar em final feliz tantas vezes que imaginem! Plano desfeito hoje é pinto.