Aqui escrevo meus devaneios. Pensamentos e histórias, auto-biográficas ou não. De real? Só o sentimento: eu realmente coloco a minha alma em cada palavra. Só que nem todas elas realmente aconteceram. Comigo, nessa vida ou nessa ordem. Fingimos dor, os escritores ou aspirantes. Não quer dizer que sintamos - nem quer dizer que não.
Mostrando postagens com marcador passado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador passado. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Recomeço
Meus parabéns a você que consegue começar um relacionamento sem levar bagagem do último que teve. Se eu fosse você, abriria uma curso de uma semana, ensinando passo-a-passo dessa magia sobrehumana, cobraria uma fortuna e viraria guru sentimental das estrelas. Se, como eu, você é um mero mortal que luta quase que arduamente contra esse defeito cretino, bem-vindo ao clube e nos unamos contra esse mal.
Começar de novo já é algo que demanda tempo. Você demora um período (que ninguém sabe dizer quanto, mas coloca aí umas semanas) para limpar sua vida dos resquícios que os anos passados deixaram. Objetos, comentários de terceiros, lembranças e sentimentos são varridos e depois passado pano por cima, com direito a desinfetante Veja. Mas o produto deixa o cheiro de que houve a limpeza...
É quando os dias voltam ao normal que o recomeço pode começar a chegar, deixando as malas no canto e se servindo do café. Ele vai ficando, deixa a sala e entra no quarto. Abre a gaveta e bom... Ainda tem umas bagagens ali dentro do armário. O recomeço insiste, e certo está ele, quando diz que é preciso esvaziar e jogar o velho fora, senão as coisas não cabem mais. Você sabe que ele está certo, mas daí para conseguir jogar fora... mais tempo.
É difícil saber o que fica e o que vai. O que é bagagem e o que é suvenir? Lembranças ficam, o que virou lição também cabe. Mas o mal resolvido, aquele embrulho enorme que ficou tanto tempo no seu estômago, no seu armário, ele tem que sair. Joga fora, se quiser recicla e que vire aprendizado, nunca entulho. Chama o caminhão de mudança, dependendo do lixo, chama até o moço da Comlurb, mas joga fora. E recomeça, tudo novo, de novo. Porque excesso de bagagem, só quando a mala está cheia de coisa nova.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Nunca mais
Lembro de (quase) todas as centenas de milhares de vezes que minha mãe riu de mim e dos meus exageros teatrais quando, depois de terminar uma relação de amor-paixão-planos, a primeira da minha vida, eu achei que jamais amaria alguém de novo. Passei por todas as fases, algumas que nem todos passam, mas que, hoje, consigo ver como foram importantes cada uma delas, e como sem elas eu não estaria nessa calma, mesmo depois de tanto tempo.
Tem gente que se adapta fácil ao final de uma relação. Consigo enxergar, hoje, que quanto mais finais, menos complicado pode ser ter de passar por isso. PODE, não necessariamente É. Falo de namoros reais, relacionamentos com rotina, compromisso, tempo de sentimento e de relógio (quem sabe um dia não escrevo das relações que só existem na nossa cabeça?). Ninguém esquece o outro rápido, só tem gente que se adapta melhor.
Eu, não. O mundo não me pára, ninguém é capaz disso. Trabalho, estudo, amigos, família. Pode ser que poucos, ou ninguém perceba que, por dentro, estou morrendo. Mas estou. Há quem ria quando descrevo sofrimentos avassaladores, ao mesmo tempo que finjo uma voz feliz quando o programa entra no ar. Ri porque não crê; ri porque acredita na dor, mas sabe que passa. Qualquer riso, vale: ou você finge bem, ou há luz no fim do túnel.
O vazio que fica quando alguém se vai deixa dúvida do que é saudade e do que é 'passou'. A diferença entre amor e preenchimento é tênue, e a gente sempre demora pra descobrir que não é saudade daquele alguém, mas de alguém, que só toma o rosto do último por razões óbvias: memória de coração é curta. Só que a nossa, nem tanto. O desapego, por mais difícil e cruel que possa parecer, foi uma das coisas que mais gostei de aprender na vida.
Tem gente que se adapta fácil ao final de uma relação. Consigo enxergar, hoje, que quanto mais finais, menos complicado pode ser ter de passar por isso. PODE, não necessariamente É. Falo de namoros reais, relacionamentos com rotina, compromisso, tempo de sentimento e de relógio (quem sabe um dia não escrevo das relações que só existem na nossa cabeça?). Ninguém esquece o outro rápido, só tem gente que se adapta melhor.
Eu, não. O mundo não me pára, ninguém é capaz disso. Trabalho, estudo, amigos, família. Pode ser que poucos, ou ninguém perceba que, por dentro, estou morrendo. Mas estou. Há quem ria quando descrevo sofrimentos avassaladores, ao mesmo tempo que finjo uma voz feliz quando o programa entra no ar. Ri porque não crê; ri porque acredita na dor, mas sabe que passa. Qualquer riso, vale: ou você finge bem, ou há luz no fim do túnel.
O vazio que fica quando alguém se vai deixa dúvida do que é saudade e do que é 'passou'. A diferença entre amor e preenchimento é tênue, e a gente sempre demora pra descobrir que não é saudade daquele alguém, mas de alguém, que só toma o rosto do último por razões óbvias: memória de coração é curta. Só que a nossa, nem tanto. O desapego, por mais difícil e cruel que possa parecer, foi uma das coisas que mais gostei de aprender na vida.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Poesia
Era mesmo?
Era mesmo amor,
Aquela paixão toda?
Aquela coisa louca
Que nem você sabia bem explicar?
Era mesmo dor,
Quando martelava por dentro
Todas as lágrimas
Que não paravam de chorar?
Era mesmo o fim,
Quando você não ligava
Quando fingia maturidade
Dizendo que ia passar?
Era mesmo tranquilidade
Ouvir que havia vontade,
Mesmo que não suficiente
Ele quase pedir pra voltar?
Era mesmo saudade
O que se dizia sentir?
Era mesmo aquele tipo de vida
Que querias pra ti?
Era mesmo saudade,
Talvez de tempos bons
Mas não mais seus?
Era mesmo falta grande
De momentos passados
Dos antigos retratos
Que você escondeu?
Era mesmo verdade
Que você mentiu saudade?
Era mentira
Cada ligação atendida, ou perdida?
Era você naquele tempo,
Tudo bem eu ter confiado,
Ou você é esse aí,
Esquisito, meio falso,
E eu que perdoe
Aquela 'eu' que posava do seu lado?
Era mesmo amor,
Aquela paixão toda?
Aquela coisa louca
Que nem você sabia bem explicar?
Era mesmo dor,
Quando martelava por dentro
Todas as lágrimas
Que não paravam de chorar?
Era mesmo o fim,
Quando você não ligava
Quando fingia maturidade
Dizendo que ia passar?
Era mesmo tranquilidade
Ouvir que havia vontade,
Mesmo que não suficiente
Ele quase pedir pra voltar?
Era mesmo saudade
O que se dizia sentir?
Era mesmo aquele tipo de vida
Que querias pra ti?
Era mesmo saudade,
Talvez de tempos bons
Mas não mais seus?
Era mesmo falta grande
De momentos passados
Dos antigos retratos
Que você escondeu?
Era mesmo verdade
Que você mentiu saudade?
Era mentira
Cada ligação atendida, ou perdida?
Era você naquele tempo,
Tudo bem eu ter confiado,
Ou você é esse aí,
Esquisito, meio falso,
E eu que perdoe
Aquela 'eu' que posava do seu lado?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Até demais
Não conheço quem nunca tenha sofrido por amor que não tenha sentido, nem que seja por um único momento, a sensação de ter feito alguma coisa demais na relação que acabou, principalmente quando ela acabou de acabar. É naquela momento chato de raiva e mágoa que a impressão de arrependimento de ter feito alguma coisa demais vem com tudo, martelando nossa cabeça e desejando com todas as forças que o tempo volte atrás e você consiga ser menos idiota.
Você esquece que, muito provavelmente, tão idiota quanto você foi a pessoa que estava do seu lado, mesmo que não estivesse tão do seu lado assim. Passa uma borracha potente nos momentos de paixão, dedicação, alegrias e centenas de demonstrações de amor. Esquece as fotos que estão nos álbuns (de papel ou de Orkut, talvez Facebook), esquece os sorrisos capturados, você esquece tudo que não seja o amor que deu demais.
Amor demais, dedicação demais. Você contou segredos, guardou coisas que talvez não deveria ter calado, seguro por um sentimento tão grande, tão forte, que hoje você nem consegue pensar naquele tempo sem sentir de novo. Você lembra do que abriu mão pra não ter de perder, e o que perdeu quando não abriu mão de algumas loucuras, que na época não passavam de condições naturais. O amor deixa a gente completamente não-a gente.
A gente faz e deixa de fazer tanta coisa que não tem lista, memória nem terapia que façam vir tudo à tona – não adianta porque não tem. E foi certo ou errado? Ah, quem sou eu para dizer... Se questões de múltipla escolha demandam revisão, só nos cabe deixar a sensação de ter feito até demais pros momentos pós-mágoa. Porque os questionamentos não somem, mas economiza alguns anos de terapia (ou de rugas) se acostumar com eles... sem resposta.
Identifique-se você também no blog Copo de Cachaça (A Verdade Sempre Sai)
Você esquece que, muito provavelmente, tão idiota quanto você foi a pessoa que estava do seu lado, mesmo que não estivesse tão do seu lado assim. Passa uma borracha potente nos momentos de paixão, dedicação, alegrias e centenas de demonstrações de amor. Esquece as fotos que estão nos álbuns (de papel ou de Orkut, talvez Facebook), esquece os sorrisos capturados, você esquece tudo que não seja o amor que deu demais.
Amor demais, dedicação demais. Você contou segredos, guardou coisas que talvez não deveria ter calado, seguro por um sentimento tão grande, tão forte, que hoje você nem consegue pensar naquele tempo sem sentir de novo. Você lembra do que abriu mão pra não ter de perder, e o que perdeu quando não abriu mão de algumas loucuras, que na época não passavam de condições naturais. O amor deixa a gente completamente não-a gente.
A gente faz e deixa de fazer tanta coisa que não tem lista, memória nem terapia que façam vir tudo à tona – não adianta porque não tem. E foi certo ou errado? Ah, quem sou eu para dizer... Se questões de múltipla escolha demandam revisão, só nos cabe deixar a sensação de ter feito até demais pros momentos pós-mágoa. Porque os questionamentos não somem, mas economiza alguns anos de terapia (ou de rugas) se acostumar com eles... sem resposta.
Identifique-se você também no blog Copo de Cachaça (A Verdade Sempre Sai)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Sem rancor
Se eu tivesse a chance, faria um feira de reencontro. Veria novamente todas, ou quase todas as pessoas que já passaram pela minha vida. Considerem-me Madre Teresa de Calcutá se quiserem, mas não consigo lembrar de ninguém que tenha cruzado o meu caminho de uns três anos e meio pra trás (é, porque de 2007 pra cá ainda é muito recente, ainda não deu tempo de eu aprender a lição do dia) e tenha ficado muito marcado na minha mente.
Nunca fui de guardar rancor, costumo esquecer até um pouco rápido esse tipo de coisa. Talvez porque eu resolva minhas questões na época em que as coisas me incomodam, ou sorte, que seja, o fato é que eu acho que rancor dá câncer, e desse mal eu não tô a fim de morrer, ou sofrer. Que meu santo continua não batendo com os de algumas pessoas, isso é lógico. Não sou maria-cocô que gosta de agradar gregos e troianos, mas é só. Ignoro e vou em frente.
Infelizmente nem todos pensam, ou agem assim. O que existe de gente que me desgosta por motivos que nem eu sei mais, nossa, perdi as contas. Claro que não me orgulho disso, aliás, pensei muito antes de manchar minha imagem cor-de-rosa que esse blog deve passar, mas fugir da verdade pra quê? Mas não tenho muito o que fazer. Às vezes, se tenho a oportunidade, tento resolver, simplesmente porque é menos chato quando está tudo bem.
É, mas nada disso me tira o sono. Já tirou, só que hoje não mais. A gente cresce, vai acumulando as cicatrizes e acaba percebendo que tem tanta coisa maior e mais importante pra gente se preocupar realmente, que acaba deixando pra lá. Para mim, essas 'resolvidas' que vou dando com o tempo acabam virando alívios bacanas, sabe? Anos sem falar com alguém por besteira, um dia se resolve e pronto. Não volta amizade, mas tudo bem, resolveu. Não deixa de ser bom.
Esclarecer as coisas pode ser doloroso, dependendo dessas 'coisas', é claro. Quem já viu um grande amor com outra pessoa, enquanto esse amor era grande, ou somente amor, sabe como machuca mesmo depois de outros dias, meses, anos e até outros amores. Mas passa, sempre passa. Mesmo que esses esclarecimentos não precisem de todos os lados, de todas as testemunhas daquela ocasião que te doeu tanto. Às vezes esclarecer a gente mesmo com nosso coração já vale o passe pra fora do INCA.
Me segue no Twitter? @tchutchu
Nunca fui de guardar rancor, costumo esquecer até um pouco rápido esse tipo de coisa. Talvez porque eu resolva minhas questões na época em que as coisas me incomodam, ou sorte, que seja, o fato é que eu acho que rancor dá câncer, e desse mal eu não tô a fim de morrer, ou sofrer. Que meu santo continua não batendo com os de algumas pessoas, isso é lógico. Não sou maria-cocô que gosta de agradar gregos e troianos, mas é só. Ignoro e vou em frente.
Infelizmente nem todos pensam, ou agem assim. O que existe de gente que me desgosta por motivos que nem eu sei mais, nossa, perdi as contas. Claro que não me orgulho disso, aliás, pensei muito antes de manchar minha imagem cor-de-rosa que esse blog deve passar, mas fugir da verdade pra quê? Mas não tenho muito o que fazer. Às vezes, se tenho a oportunidade, tento resolver, simplesmente porque é menos chato quando está tudo bem.
É, mas nada disso me tira o sono. Já tirou, só que hoje não mais. A gente cresce, vai acumulando as cicatrizes e acaba percebendo que tem tanta coisa maior e mais importante pra gente se preocupar realmente, que acaba deixando pra lá. Para mim, essas 'resolvidas' que vou dando com o tempo acabam virando alívios bacanas, sabe? Anos sem falar com alguém por besteira, um dia se resolve e pronto. Não volta amizade, mas tudo bem, resolveu. Não deixa de ser bom.
Esclarecer as coisas pode ser doloroso, dependendo dessas 'coisas', é claro. Quem já viu um grande amor com outra pessoa, enquanto esse amor era grande, ou somente amor, sabe como machuca mesmo depois de outros dias, meses, anos e até outros amores. Mas passa, sempre passa. Mesmo que esses esclarecimentos não precisem de todos os lados, de todas as testemunhas daquela ocasião que te doeu tanto. Às vezes esclarecer a gente mesmo com nosso coração já vale o passe pra fora do INCA.
Me segue no Twitter? @tchutchu
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Era eu?
Quem é que nunca olhou fotos antigas e ficou se perguntando quem diabos era aquela criatura ali, que não você? Rá. Duvido que você nunca se viu nessa situação... E nem digo fotos de uma, duas décadas atrás. Você nem precisa ir muito longe: pega seu álbum ou agenda de uns poucos anos e dá aquela olhada nas roupas, na maquiagem (ou falta dela), no sapato, bolsa, aparelho que você usava, piercing, naquelas caras de adolescente querendo aparecer. Você deve ter alguma coisa que te envergonhe de você mesma...
É, mas quando você se depara com aquelas fotos suas com seu ex, e começa a querer lembrar daqueles dias, daqueles tempos. Já passou pela situação em que você simplesmente NÃO CONSEGUE? Sabe quando você se olha, sabe que é você, lembra até daquele dia, mas parece que é seu corpo com uma outra alma? A gente cresce, amadurece, muda até de opinião, conceitos, ideias, objetivos, e essa lista não teria fim, porque a vida é uma constante metamorfose, mas você simplesmente não se projeta.
Você fica olhando com aquela cara de quem comeu e não gostou, mas lembra que, na época, gostava, e fica se perguntando por que, afinal. Hoje olha e tem certeza: ‘eu JAMAIS viveria isso de novo. Não hoje’. Penso que algumas pessoas aparecem em nossas vidas no momento certo, porque se esperassem mais um pouquinho, bye bye namoro – não contigo. Mas será? Será que não pensaríamos o que pensamos hoje se não tivéssemos namorado/tido qualquer tipo de relação com aquela pessoa?
A verdade é que nunca vamos saber – pelo menos não nessa vida. Mas a gente se pega pensando, e lembrando de tantos dias, tantas situações... Faz de perfis no Orkut, Facebook, álbuns ou agenda um momento de nostalgia tão pura, que às vezes confunde estranheza, em relação a esse passado meio bizarro, e saudade, porque por mais estranho que hoje pareça, um sentimento dentro de você lembra que já foi bom um dia. E aí você lembra também que teve um período bem ruim, que você não gostaria de lembrar...
E se arrepende com todas as forças de ter começado com a abrir o baú.
É, mas quando você se depara com aquelas fotos suas com seu ex, e começa a querer lembrar daqueles dias, daqueles tempos. Já passou pela situação em que você simplesmente NÃO CONSEGUE? Sabe quando você se olha, sabe que é você, lembra até daquele dia, mas parece que é seu corpo com uma outra alma? A gente cresce, amadurece, muda até de opinião, conceitos, ideias, objetivos, e essa lista não teria fim, porque a vida é uma constante metamorfose, mas você simplesmente não se projeta.
Você fica olhando com aquela cara de quem comeu e não gostou, mas lembra que, na época, gostava, e fica se perguntando por que, afinal. Hoje olha e tem certeza: ‘eu JAMAIS viveria isso de novo. Não hoje’. Penso que algumas pessoas aparecem em nossas vidas no momento certo, porque se esperassem mais um pouquinho, bye bye namoro – não contigo. Mas será? Será que não pensaríamos o que pensamos hoje se não tivéssemos namorado/tido qualquer tipo de relação com aquela pessoa?
A verdade é que nunca vamos saber – pelo menos não nessa vida. Mas a gente se pega pensando, e lembrando de tantos dias, tantas situações... Faz de perfis no Orkut, Facebook, álbuns ou agenda um momento de nostalgia tão pura, que às vezes confunde estranheza, em relação a esse passado meio bizarro, e saudade, porque por mais estranho que hoje pareça, um sentimento dentro de você lembra que já foi bom um dia. E aí você lembra também que teve um período bem ruim, que você não gostaria de lembrar...
E se arrepende com todas as forças de ter começado com a abrir o baú.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Devaneios - parte II.
Eu já não sei te amo. Nunca cheguei nesse ponto, se amo e não sei mais, ou esqueci mas não tudo. Não sei que nome tem isso. Isso, essa falta que às vezes sinto - já não sei se é de você. Não sei porque nunca tive outro amor. Será que se eu já tivesse tido, a falta seria do sentimento, da sensação no coração? Sei lá. Tenho saudades de namorar, às vezes, mas necessariamente de namorar você? Não sei. Eu, sinceramente, não sei. Confesso que às vezes esqueço suas feições, mas jamais de certas frases. Não consigo lembrar do seu gosto, nem do cheiro, mas do toque, do carinho, das preferências, eu lembro sempre. Esquisito. É um passado tão distante, que por vezes se faz tão presente, que me assusta. Tenho medo de te ter no meu futuro em qualquer lugar que não seja do meu lado, ou definitivamente pra trás. É esse meio do caminho que me incomoda, esse passado que ainda não foi de vez, e esse futuro que teima em não chegar. É esse não saber que me irrita e aumenta minha dúvidas, quebra minhas certezas e me tira as palavras que descrevam como eu tô. No momento, eu só sei que tô sozinha.