quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eu, Eu Mesmo e... Eu.

O egoísmo é sempre tido como algo ruim, mas confesso que nunca pensei nele desta forma. Achava que pensar em si mesmo era sempre melhor do que ser constantemente passado para trás por pessoas que você ajuda, por quem você torce e abre mão de tanto. Acreditava que ser egoísta nada mais era do que ter amor-próprio, e saber se colocar primeiro na própria vida, cuidar, antes de tudo, dos próprios interesses, para só então se dedicar à vida (ou à parte desta) de uma outra pessoa. Hoje, talvez não pense mais assim.


Não que eu tenha mudado de ideia, ainda acho que tudo isso é válido e sim, é preciso amar-se antes de tudo, satisfazer-se, correr atrás dos próprios sonhos e não deixar objetivos pelo meio do caminho, só porque pessoas-obstáculos lhe tiraram o foco. Mas também acho que egoísmo não é isso; isso é ser. Simplesmente ser. Ser você mesmo, respeitar-se, e finalmente conseguir aquela coisa tão batida, e tão concorrida desde sempre: conseguir ser feliz.


O egoísmo vai além. Ele te impede de perceber que o mundo não gira em torno de você mesmo; que as coisas não conspiram nem contra, nem a favor, independente de crenças, destino ou algo que o valha. O egoísta não entende abrir mão sem manter a outra fechada; ele não confia sem desconfiar, nem pensa em fazer o bem já visualizando a troca do favor. Uma pessoa com este sentimento está na vida de todos, a qualquer hora e tempo. Todo ser humano tem essa pontinha, esse câncer dentro de si.


A busca pela perfeição é insana, e também sempre confundida com a busca pela felicidade, quando na verdade é o oposto desta. Aqui não interessam as almas, santidades, nada. Falemos de humanos, e entendamos que ser egoísta não é amar a si mesmo mais do que a todas as coisas. Porém, é preciso entender que amar a si mesmo está longe de amar menos quaisquer segundos ou terceiros. É saber que amar não anula, só soma, e no máximo divide uma ou outra felicidade. Ou todas, se você tiver sorte.


‎"Me movo para longe de quem não vê nada além de si."



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cansaço

Tem hora que a gente cansa
Parece que a coisa não anda
Simplesmente não vai
Nem volta, não vence
Não tem nem derrota
Simplesmente pára

Tem hora que não tem o que dizer
Ou fazer, tentar
Tem hora que simplesmente não dá
Você não sabe o que dizer
Ou como dizer, se algo há
Você cala, deixa pra lá

Tem hora que a gente assiste
Sentado mesmo
Cansado de ficar em pé
Como quem assiste um filme
Que já viu e sabe como é
Pega a pipoca e espera
Sabe, né?

Então.

Tem hora que o cansaço chega
E você pode ser novo
A história pode ser nova
Mas qualquer repetição
Não importa em que situação
Te dá um aspecto cansado
Típico de passado

Cansa.

E é preciso motivação,
Se quiser começar de novo
Mas e vontade? E gosto?
Pra levantar e buscar gás
Pra querer de novo, e querer mais
Você perdeu
Sem nem saber onde.


Cansaço é o que fica,
Quando você está lá... longe.

sábado, 14 de maio de 2011

Cheiro

Não conheço perfume, não sei os nomes nem dos que eu uso. Não sei identificar marca, coleção, números, nada. Perfume eu (re)conheço pelo cheiro. Não sei dizer se é doce, amargo - nem sei como se diz essas coisas. Sinto o cheiro e é como se estivesse com ela, em algum tempo atrás, mesmo ontem ou hoje mais cedo. O cheiro traz as pessoas pro lado, quase tão rápido quanto o pensamento; quase como a saudade.


Tem cheiro que traz saudade. Não precisa ser de certa comida ou restaurante, mas quando é, você lembra de um local ou data, não é verdade? Não precisa ser cheiro de limpeza, de madeira, de tinta ou qualquer cheiro forte. Não importa, por mais que você não identifique "cheiro do que", é simplesmente um cheiro que você já conhece, e por algum motivo (e que seja ele bom), te faz lembrar de coisas que já viveu. Nem que tragam memórias ruins - na pior das hipóteses, menos mal que essas lembranças, agora, são só o passado.


O cheiro consegue seduzir e afastar com a facilidade de uma atração física, de um sorriso irresistível ou de uma gentileza inesperada, depende do que te encantar primeiro. Cheiro fica no lugar quando você se vai, e às vezes vai junto com o dono, nem sempre correspondendo às nossas vontades. Cheiro tortura por fora através do olfato, quando a saudade já nos torturou todos os sentidos por dentro. O cheiro fica no travesseiro, no pijama que não foi lavado, na camisa esquecida. A memória um dia se vai, mas o cheiro... Depende do fixador.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Branco

A gente aprende na aula de artes que o branco é a união de todas as cores, mas é na de português que essa cor se destaca mais na vida de adulto: o branco nosso de alguns dias, quando a cabeça parece que apaga as ideias e não se sabe bem o que dizer, ou fazer - ou não. O branco com o qual a gente mais convive é a indecisão na hora de fazer escolhas, com aquele medo incrontroável de se arrepender antes mesmo de acabar de falar. E espero estar enganada, mas me parece que esse medo não acaba nunca...

O branco que dá na mente é o mesmo que segura as palavras na garganta, que trava na hora certa de dizer alguma coisa. Uma vez já nos contaram que o silêncio nunca pode ser pior do que a coisa mais errada do mundo que se poderia dizer, mas, sinceramente, cada dia mais eu acredito que não. Assim como também acho que falamos demais, em muitas vezes, ainda acredito que calar me dá a impressão de pouca (ou nenhuma) importância, enquanto as palavras, quaisquer que sejam, me soam como ao menos tentativas.

Às vezes, o branco que dá parte de fora: a gente sabe como as ideias funcionam do lado de dentro, a união de cores entrou em harmonia, mas o medo de errar no tom quase sempre vence a coragem da certeza interna. Para quem observa, 'eles que são brancos que se entendam', mas o que ninguém entende é que essa cor, na verdade são essas cores, são muitas, infinitas, e como as cores, como a união e combinação delas, são infinitas as possibilidades. O que é bom... Não?

A gente nunca tem como saber. O tom que foi usado aqui, de repente pode não funcionar tão bem logo ao lado, e haja razões para isso: a luz, a textura, os móveis, as outras cores. Resolve-se isso testando, até conseguir acertar. Uma hora isso acontece, a gente sabe, mas será que depois de tantas tentativas, tantas possibilidades tentadas (e erradas), a união de cores parecerá branca de virgem, de começo, de vazio ou será o branco que une todas as cores?

Meu branco é de vazio - que a partir daí vai unir todas as cores. E coisas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nó

O nó quando é cego, aperta. Aperta no peito aquela dor que parece querer sair voando, mas que o nó, cego, prende. O mesmo nó que fica na cabeça de quem não tem certeza de nada e ganha mais dúvidas. Um nó imenso de ideias que não levam a lugar nenhum; nó que só o talvez é capaz de deixar na mente de quem tem medo de cair de novo, de esquecer como se levanta depois do fundo do poço. O nó na barriga de nervoso, que pode ser ansiedade, medo, insegurança, ou muito provavelmente tudo isso junto.

O nó que a vida vai dando quando os caminhos são construídos: os nós vão sendo feitos e desfeitos com as histórias que se cruzam e se machucam. Nó machuca, se você não souber ficar na posição certa, na hora certa. O nó aperta até arrebentar; e quando dá na garganta, ele aperta até a gente conseguir engolir? Um nó pode remeter a uma bagunça que foi deixada, ou arrematar um embrulho arrumado - tudo depende do nó que se formou. Ou que você mesmo deu.

O nó, quando no plural, remete a mais de um - que a gente sempre pensa em dois. Talvez porque 'nós' sempre escondem nó(s) de todas as espécies já descritas nesse texto, que você provavelmente sentiu como se estivesse (re)vivendo, tudo de novo, remexendo em todas as coisas que (não) passaram e, nossa, as coisas não mudam, os nós não se desatam, não importa em quantas pessoas fofoqueiras você estiver pensando, como sua avó ensinou na hora de desatar.

Tem nó que não se desata, não afrouxa. Tem nó que só o nó sabe (des) fazer. Ou nós também?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nem ser, nem não ser

Eis a questão: ninguém quer resolver questão nenhuma. Que empurrar com a barriga virou "tendência", ninguém nega, e isso não é de hoje. Enrolar é verbo primo do ser humano, quase irmão do brasileiro, gêmeo siamês do carioca (e se de mais alguma região deste Brasil, favor me comunicar...). Assumir qualquer coisa hoje em dia é coisa rara, e como freelancer ao invés de emprego, ter "rolo", "ficante" ou qualquer coisa que não remeta namoro é mania nacional, parece que não tem jeito.

Concordo com todos os gêneros, números e graus possíveis que sim, namorar é algo complicado por si só. Ter um relacionamento demanda milhões de coisas que não vêm ao caso deste texto, porque a questão aqui é outra: a dificuldade começa antes de namorar. Bem antes. A questão é tão simples quanto complicada, e a verdade é que confiar anda cada vez mais difícil. As pessoas reclamam que não dá para acreditar em ninguém, e isso nada mais é do que reflexo - você confiaria em você?

Eu acredito nas pessoas, mas talvez porque já quebrei minha própria confiança. Quando a gente não confia nem na gente mesmo, como confiar nos outros? Já confiei em mim, quebrei esse acordo comigo mesma, mas acabei conseguindo acreditar em mim de novo. Mudar não só é possível como dá uma esperança de mundo melhor, dentro da gente. Mas só muda quem quer, e aí o passo é de cágado.

Aprendi que saber o que quer tem um peso enorme, e maior do que saber o que não se quer, até porque muitas vezes levamos à negação uma série de coisas (e pessoas) que nem conhecemos, tudo porque não demos sequer uma oportunidade. É preciso abrir os braços e dizer 'ok, vamos ver qual é'. Medo de perder, de se magoar, de sofrer? Esquece isso. Ninguém morre dessas coisas - e se morrer, melhor que seja por ter tentado ser feliz.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Capítulo novo

Algumas pessoas mais, outras menos, mas a verdade é que todo mundo tem suas travas quando o assunto é começar um novo capítulo na própria vida. Entenda a expressão por um momento de fato diferente, deixando para trás todo o passado em relação a um assunto específico, e não mudança de frase, parágrafo e adjacência. Entenda que mudanças podem até começar por fora, de maneira física, mas ela só acontece, de fato, quando você parte pro lado de dentro.

Acabar uma faculdade, se formar num curso ou finalizar um projeto não mudanças sem muita escolha, então a passagem de capítulo é meio que automática, e quando você percebe, virou passado. Mas sair de um emprego, de um relacionamento, de uma casa, cidade ou país; mudar de ares, de estilo de vida, começar uma dieta; tudo isso é mais complicado e demorado do que nossa força de vontade (ou coragem) para fazer. Ou então uma hora, as coisas falham.

Você pode sair do ambiente, mas e quando o ambiente não sai de dentro de você? Dói arrancar, mas é da raiz que se faz esse tipo de coisa, uma por uma: evitar o que lembra, distrações novas, viagem. Tudo que desviar o foco ajuda, e com o tempo (sim, é só com o tempo) que a dor da mudança vai indo junto com o passado que vem chegando. Os dias da semana passada vão virando tempos atrás e de repente, já virou foto no álbum do armário.

Todo mundo já precisou começar um novo capítulo, e certamente tem alguma (qualquer que seja) lembrança boa disso, mas o frio na barriga de trocar o certo (ainda é mesmo certo?) pelo duvidoso vence de longe essa batalha antiga. A psicologia parece infantil, e mesmo que seja, funciona como soprar o antigo Merthiolate que ardia: virar a página é difícil, mas poder começar de novo... Bom, não sei mais como é, tem tempo que não faço isso... Seria a hora?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Saudade de saudade


Sempre fui atraída pela palavra saudade, e também pelos sentimentos que vêm com ela. Da falta em si, eu nunca gostei muito - pelo menos não daquela falta de dilacera a gente fisicamente. Saudadezinha com nuances de nostalgia, essas sim são minhas queridas, minhas amigas em momentos de solidão conveniente, como num trajeto sentada na janela do ônibus, olhando pras paredes pretas do metrô ou vendo a moda pelas ruas; saudades automáticas quando ouvimos certas músicas e passamos por certos lugares. São saudades que fazem bem à alma: elas nos dizem que vivemos.

Certas saudades são engraçadas, de coisas, pessoas, momentos ou sei lá, defeitos que um dia reclamamos tanto, e num futuro, num hoje qualquer, sentimos saudade desses tempos, talvez até porque passaram, e tudo que passa nos deixa certeza de que nada é garantido, nada é para sempre, e isso ainda assusta nossos corações, não importa a idade que nossa certidão de nascimento registra. Pensamos no que deixamos de dizer, fazer, acontecer. Vêm arrependimentos meio ridículos, mas que, sozinhos, com nossos pensamentos e sem julgamento de ninguém, deixam de ser tão ridículos assim...

A saudade confunde a gente de uma maneira meio louca, como o amor. As coisas se tornam ambíguas e repetitivas, você se pega sentindo saudades idênticas, quando relê agendas, revê fotos e vídeos, quando conversa com quem já esteve lá, com você ou para você. A saudade te abraça como um urso, e pode ser uma das coisas mais reconfortantes desse mundo, mas pode ser uma das prisões mais definitivas, se você parar pra pensar bem - ou parar pra sentir, o que vier primeiro... A saudade vem e não tem quem impeça. Nem o presente concreto, nem o futuro mais promissor.

O passado pesa tanto, que é possível sentir, ainda no presente, uma saudade nova que já vem se formando. Você olha para onde acabou de chegar, sabendo que não vai embora tão cedo, e já vai tirando fotos com a memória, antevendo sua própria imaginação daqui a um, dois anos, quando sentir uma saudade meio vazia. Sente saudade da gravidez que não nasceu, de um amor que não acabou, e nem se sabe se vai acabar, um dia. A gente coleciona saudade - ela vem nas entrelinhas das histórias que vivemos pra poder contar. Hoje, já sinto falta de você...



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pré-conceito

Perdi as contas das vezes que me tacharam de qualquer coisa que não sou nem nunca fui, mas pareço. Confesso que estou mais do que acostumada a ser tratada da maneira exatamente oposta a que realmente me cabe, ou deveria me caber, não sei. Mas às vezes me pego pensando em como esses conceitos pré-formados na cabeça das pessoas conseguem ser absolutamente contraditórios, todos ao mesmo tempo.

Em alguns ambientes, sou tida como uma mulher muito da moderninha, que não carrega preconceitos com relação a (quase - porque, infelizmente, ninguém é livre de ter pelo menos um na vida) nada e com quem se pode conversar sobre tudo. Taí uma verdade, mas ao mesmo tempo tenho meus princípios e verdades, e com elas me transformo, em dez segundos, numa senhora do século passado.

Sim, meus caros, acreditar que é possível namorar alguém e ser fiel a esta pessoa (sob todos os aspectos) parece ser algo de outra época, onde talvez só se lê em livros de história, mas não cai mais no vestibular. Não ter preconceitos contra o sexo casual constante, mas não praticá-lo assiduamente é um absurdo, ridículo e cheio de hipocrisia. Ter beijado em muita boca, mas perdido a virgindade com o 'primeiro amor'? Aff, mentira.

Passei algum tempo tentando convencer as pessoas das verdades, mas quando vi que parecia que eu estava querendo ME convencer delas, pensei melhor e achei melhor assim. Deixem que digam, que pensem, que falem, Lulu profetizou e muito faz sentido. Qual a diferença, afinal de contas? As escolhas somos nós que fazemos, e somos nós também que convivemos com elas, todos os dias. Eu acredito nas minhas, e você?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mulher-macho, sim senhor!

Não sei se é impressão minha ou se é algo realmente recente, essa moda das mulheres ditas "modernas" estarem com uma mania chata (acho que como toda mania...) de se dizerem masculinas, ou mais masculinizadas que a maioria, comparando-se aos homens. E tem de tudo: desde comentários como "não ligo para moda, não entendo de esmalte, maquiagem, cabelos", passando por "nossa, como mulher tem frescura! Só tenho amigos homens" até "amo futebol desde que nasci, sei tudo, mais do que muito cueca".

Confesso que me vejo falando 90% dessas frases (e não vou entrar no mérito se sou mesmo moleca ou não, só estou sendo honesta), mas também vejo uma necessidade enorme em muitas mulheres de afirmar isso aos quatro ventos. O que me pergunto é o motivo... Será que estamos concordando com os homens que somos mesmo chatas, bipolares com a TPM, implicantes, neuróticas, românticas demais e todas essas coisas que SIM, SOMOS, de onde muitas parecem querer fugir?

LÓGICO que temos momentos chatíssimos e de bipolaridades típicas da TPM (TODAS as mulheres têm isso, minhas lindas, umas mais, outras menos, mas todas temos, papai me jura, e ele é ginecologista, obstetra e mora com quatro amostras da espécie), mas honestamente, o ser humano, DE QUALQUER SEXO, que não tiver mau humor repentino ou chatices é maluco. Desconfie de um cidadão desses, ok? E converse com um psicólogo para maiores explicações, mas isso é fato.

Sobre romantismo, o que ocorre com esse pavor? Mulheres com medo de casamento, vida a dois, vestido de noiva, filhos, rosas, músicas e poemas. Você pode não SER romântico, vai de cada um, mas se for, não entendo a vergonha de admitir. Eu teria vergonha de tirar meleca no sinal, fazer xixi na rua e não ajudar o próximo - sou muito estranha? Quanto à neura e implicância, novamente: isso é inerente do ser humano, qualquer um, sem idade ou sexo. Nunca vi homem sem neura, MUITO pelo contrário...

Não estou dizendo que, realmente, a tendência vem sendo o romantismo cair de desuso, as pessoas estão mesmo sendo mais mal-educadas e menos sonhadoras, mas isso independe do sexo, é coisa do novo milênio, assim como o mundo futebolístico andar cada vez mais cheio de meninas sabidas: todo mundo com acesso a informação dá nisso, e muitas de nós entendemos mesmo, mas precisa gritar no megafone do Maracanã, a troco de nada? E olha, conselho de quem, de fato, não saca muito de moda-maquiagem-cabelo: não é vergonha ALGUMA ser feminina, muito pelo contrário.

Ando aprendendo a ser mais "mulherzinha", se assim preferirem o uso do termo, e se o seu espelho (ou namorado) não gosta que você se cuide, troque já! Porque os meus (espelhos E namorado) estão adorando a mistura fina, porém bem legal da namorada que entende de futebol, mas não larga sua manicure por nada nessa vida. Dá pra ter os dois, minha gente, porque todo mundo sabe, mas acho que anda esquecendo: saber fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo é coisa de mulher. Aproveita, garota!

Os soutiens outrora queimados e os atuais de bojo (e com renda!) devem andar unidos. :)