Hoje um amigo da faculdade achou que eu tava mentindo quando disse que passei maus bocados de um ano pra cá, que fiquei sozinha, desamparada, triste mesmo. Eu disse pra ele que posso não ser depressiva, mas que finjo bem e nem parecia que por dentro eu estava definhando.
Sentei pra escrever esse texto e já questiono o estava, porque estar eu não estou mais, sinceramente. Graças a Deus, mas principalmente, felizmente. Não mais. Não mais? Será que eu não estava exagerando e essa dor toda que eu achei sentir era mais achismo do que realmente dor? Não que não doesse, eu senti, pô. Mas era uma dor real? Eu realmente achava que ia ser feliz ali pro resto da minha vida?
Porque o ser humano adora fazer pose. Ah, eu me via casando, rapaz, de véu e grinalda, pensava nas crianças, nos nomes que a gente ia dar. Via nele o pai dos meus filhos. Via? Não sei se você olha pra sua ex hoje e consegue imaginar aquela moleca, que fez um Orkut uma semana depois de você terminar com ela e ficou mandando mensagens nada subliminares pra você pelo perfil do site, disse eu pro meu amigo. Ele não concordou, mas também não disse nada.
Um outro amigo nosso bateu no peito que sofrer é babaquice e ele partiu pra outra muito rápido depois da ex. Com quem ele namorou 2 meses. Nada contra as relações-relâmpago: algumas das minhas perduram à duras penas até hoje. Porém, aprendi que o tempo traz muita coisa, e amor acaba sendo quase o de menos perto do buraco que uma rotina nos tirada faz. Falta da companhia, dos segredos que você contava - vai contar pra quem, agora?
Hoje, o segundo amigo namora há 3 meses, eu acho. Está feliz, também acho eu. Espero que esteja. E que se apaixone. E que não entenda as coisas que eu disse na nossa conversa de hoje, que não sinta as faltas que eu tive que sentir. Mas, se senti-las, que me procure. É muito bom ter um rosto sereno, que na hora das nossas lágrimas penosas, completamente desesperançosas no amor e na felicidade a dois, nos olhe com aquela cabecinha de lado, sorria e só relembre: confia e mim que passa. Te prometo que passa.
Obrigada eternamente por essa força, mãe. Dentre outras, pra começar a ser adulta foi nessa que eu mais me apoiei.
Aqui escrevo meus devaneios. Pensamentos e histórias, auto-biográficas ou não. De real? Só o sentimento: eu realmente coloco a minha alma em cada palavra. Só que nem todas elas realmente aconteceram. Comigo, nessa vida ou nessa ordem. Fingimos dor, os escritores ou aspirantes. Não quer dizer que sintamos - nem quer dizer que não.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Devaneios e pedidos
Eu tô completamente apaixonada por você. Não sei dizer desde quando, nem como, só sei que eu tô. Só pode ser, ou por que eu ficaria tão nervosa só de pensar que você pode estar em algum lugar e eu também? Meu coração dispara, parece que vai sair pela boca. Eu não consigo nem te cumprimentar. Você já percebeu? Acho que já. Evito te olhar pra que você não perceba meu nervosismo, minha tremedeira. Me sinto como se tivesse 15 anos, apaixonada pela primeira vez. Fico pensando o que você acha de mim, e com medo de falar alguma besteira, eu simplesmente não falo nada. Você já deve ter percebido pelas poucas vezes que eu tomei coragem e falei qualquer coisa com você. Gaguejo, falo um monte de coisa nada a ver com nada, nem parece que sou praticamente uma jornalista formada, que fala em rádio e grava programa pra televisão. É como eu disse, voltei a ter 15 anos, a ficar escondida atrás da pilastra do pátio do colégio pra te ver passar, sempre de longe. Fico sonhando com as coisas que eu queria te dizer, com todas que eu imagino você me falar. Porque você também me evita. Não sei se é porque não gosta muito de mim, ou se, como eu, gosta tanto que tem medo. E como você, eu também não sei dizer medo de quê. De perder uma amizade que nunca tivemos? De ficar um clima ruim, mesmo não nos vendo nunca, e morando tão perto? Medo que eu te magoe, te faça sofrer ou nem corresponda o que você sente? Ai, como eu queria coragem, só um pouco de coragem, pra chegar perto de você sem tremer por nervoso, mas por ansiedade, que meu coração não bata forte por medo, nem que minhas mãos tremam de agonia. Coragem pra te dizer que, se você gosta de mim também, relaxa e me conta, porque a reciprocidade é verdadeira. Vê se perde o medo antes de mim...
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Só por hoje
Eu sempre pensei que o término de uma relação simplesmente segue os mesmos passos de uma desintoxicação. Alimentar, de álcool, de drogas, de cigarro. Antes de mais nada, é preciso estourar a bomba, chegar num ponto em que não dá mais. Uma briga irreversível (?), uma mentira imperdoável descoberta, falta de amor ou pé-na-bunda. Alguma maneira de deixar claro que acabou; uma overdose, um problema sério de saúde, queixa na delegacia, um camarão ruim.
Depois, é preciso que você queira. Porque ninguém consegue se não quiser, não tem Cristo que faça este milagre. Procura ajuda, ou aceita a que lhe foi dada. Interna-se, joga as garrafas fora, faz promessa, não entra em Orkut. Esquece que o telefone existe, procura os amigos, pára de freqüentar certos lugares, faz uma viagem. Permita-se um tempo, dá-se esse tempo. É preciso.
É preciso que se saiba: o começo é assim mesmo. A gente sofre de abstinência, chora, treme, sente frio e calor ao mesmo tempo. Mente pra si mesmo, achando que os outros acreditam. Tenta fazer escondido, sofre, e a dor é real, chega a ser física. É assim mesmo, quando a gente está acostumado a alguma coisa e de repente não tem mais, a tendência é se perguntar por que, sofrer por isso, inventar desculpas. Vale a pena tudo isso? Vou desistir.
Demora, tem gente que dessa fase não passa, mas pra quem foi adiante, começam os remédios. Você está limpo, mas sabe que ainda não está forte. Vai enganar a quem? Fica longe mesmo. Geograficamente, mentalmente, evite. Sai pela tangente, não vai lá porque sabe que vai encontrar. Um copo de cerveja, um maço de cigarro, ele. Pra que a cura seja definitiva, é não e pronto. Pelo menos enquanto a certeza de que se está forte o bastante não existir.
Mas agora você já sente o cheiro da tequila e não morre de vontade. Olha de longe aquele cigarro, fecha os olhos e vai embora. Ouve o nome dele e tudo bem, o coração bate mais forte mas pode ser porque você subiu muito rápido aquelas escadas, por que não? Você ainda não consegue negar um copo se te oferecem, não agüenta um tabaco tão perto, reza pra que seus caminhos não se cruzem, mas o caminho é esse.
Um dia você acorda e percebe como sua casa é mais cheirosa sem o cigarro. Até sentir o gosto das coisas você já vem conseguindo, olha que legal. Podem beber, eu fico na Coca. Ah, ele perguntou por mim? Não, não quero saber como ele vai, obrigada, estou bem assim. Mande lembranças, e que ele seja feliz como eu sou hoje, que ele encontre a pessoa certa que eu nunca seria, e hoje sei que não. Por que ele é demais pra mim? De menos? Não. A gente só não se encaixa do jeito que eu pensava. Parei de beber.
Depois, é preciso que você queira. Porque ninguém consegue se não quiser, não tem Cristo que faça este milagre. Procura ajuda, ou aceita a que lhe foi dada. Interna-se, joga as garrafas fora, faz promessa, não entra em Orkut. Esquece que o telefone existe, procura os amigos, pára de freqüentar certos lugares, faz uma viagem. Permita-se um tempo, dá-se esse tempo. É preciso.
É preciso que se saiba: o começo é assim mesmo. A gente sofre de abstinência, chora, treme, sente frio e calor ao mesmo tempo. Mente pra si mesmo, achando que os outros acreditam. Tenta fazer escondido, sofre, e a dor é real, chega a ser física. É assim mesmo, quando a gente está acostumado a alguma coisa e de repente não tem mais, a tendência é se perguntar por que, sofrer por isso, inventar desculpas. Vale a pena tudo isso? Vou desistir.
Demora, tem gente que dessa fase não passa, mas pra quem foi adiante, começam os remédios. Você está limpo, mas sabe que ainda não está forte. Vai enganar a quem? Fica longe mesmo. Geograficamente, mentalmente, evite. Sai pela tangente, não vai lá porque sabe que vai encontrar. Um copo de cerveja, um maço de cigarro, ele. Pra que a cura seja definitiva, é não e pronto. Pelo menos enquanto a certeza de que se está forte o bastante não existir.
Mas agora você já sente o cheiro da tequila e não morre de vontade. Olha de longe aquele cigarro, fecha os olhos e vai embora. Ouve o nome dele e tudo bem, o coração bate mais forte mas pode ser porque você subiu muito rápido aquelas escadas, por que não? Você ainda não consegue negar um copo se te oferecem, não agüenta um tabaco tão perto, reza pra que seus caminhos não se cruzem, mas o caminho é esse.
Um dia você acorda e percebe como sua casa é mais cheirosa sem o cigarro. Até sentir o gosto das coisas você já vem conseguindo, olha que legal. Podem beber, eu fico na Coca. Ah, ele perguntou por mim? Não, não quero saber como ele vai, obrigada, estou bem assim. Mande lembranças, e que ele seja feliz como eu sou hoje, que ele encontre a pessoa certa que eu nunca seria, e hoje sei que não. Por que ele é demais pra mim? De menos? Não. A gente só não se encaixa do jeito que eu pensava. Parei de beber.
sábado, 13 de setembro de 2008
Os Sinais
Como é mesmo o número dele?; tá, aquele perfume eu sei, mas e do dia-a-dia?; nossa, só falei nele 2 vezes hoje...; nossa, Nina, um ano?; ah, que se dane se ele estiver lá, não vou deixar de fazer as minhas coisas por isso; 'Nina, eu acho que você só ACHA que gosta dele...'; 'tô apaixonado por você' 'hehe já já é minha vez...'; peraí, é isso mesmo que eu tô gostando dele? Mas eu achei que ainda amava o último...; por que quando eu olho pra ele, meu coração bate mais forte?; eu, nervosa por causa de um cara? Gente.. Quanto tempo eu não sabia o que era isso...; bem que minha mãe me disse que passava...; gente, a música tá quase acabando e eu só fui lembrar dele agora?! E bem na nossa música? Acho que pode ser um sinal...
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Emprego x Relação
Uma cena que me chama a atenção toda vez que assisto O Diabo Veste Prada é quando um dos assistentes de moda fala pra personagem principal que quando o relacionamento da gente está em crise, é sinal de que estamos em ascenção na vida profissional. Término de relação? Promoção certa no cargo. Se isso é regra ou balela, não sei, mas garanto que é bem menos irreal do que se imagina. Não só pela questão do tempo, mas pelo foco. Infelizmente, por mais que uma mulher consiga dar conta de mil coisas ao mesmo tempo, alguma delas acaba saindo errado, ou pelo menos com menos perfeição do que poderia. Com a bem/maldita idéia de que ninguém é perfeito, aí mesmo que as pessoas se perdoam quando as coisas não saem tão bem quanto poderiam, ou deveriam. A gente sabe que tem capacidade pra fazer melhor, ou sabe que podia ter tentado mais, mas pra quê? Ninguém é perfeito, por mais inteligente que seja, ou por mais talento que detenha. Pra mim, falta de foco é o nome mais apropriado para a "falha". Claro que a gente sempre consegue um equilíbrio, e dependendo da dedicação, pode ser um equilíbrio mediano, cansativo ou "quebra-galho". Pode parecer piegas, mas a compreensão, principalmente nessas horas, é fundamental. Na falta dela por parte de terceiros, a gente vira cinco e vai à luta, colocando nos classificados amorosos do google um carinha compreensivo, que entenda essa nossa jornada maluca. Eu prometo (tentar) entender a dele.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Devaneios parte IV
Acordei hoje e lembrei do seu cheiro. Ou senti em alguém no caminho pra faculdade, não sei. Sei que lembrei, e parei pra pensar que oras, se lembrei, será que é porque eu tô te esquecendo? Outro dia quis ver seu rosto e tive que procurar numa foto, veja só. Confesso que o fundo de felicidade foi BEM fundo, mas preciso adimitir que me bateu uma desesperança. Sabia que ando sem esperanças no amor? É. No amor que eu pensei ter um dia, que eu pensei ser pra sempre. Será que eu tinha? Será que ele realmente existia? E digo mais: da sua parte E da minha. Preciso admitir que não sei mais. Fico feliz em ver o sofrimento se afastar um pouco mais, claro que fico. Mas me bate uma pontinha de dúvida: tanto tempo em vão? Era só pra eu aprender a fazer direito - a amar, quem sabe - da próxima vez? Minha mãe acha graça quando lê minhas questões. "Ah, Nina, é sempre igual. Um dia passa, você vai ver". Eu sei, mãe, tá até passando. Mas a sensação de ter desperdiçado tempo, dedidação, sentimento, e até de ter doado uma boa parte de mim, ah, que me desculpem minha mãe e quem já passou por isso: essa sensação existe. Só não sei se passa.
Só pra constar: eu não escrevo mais do Maceió Brasil porque o site tá fora do ar! Também sinto falta dele, Rodrigo, mas tenho que esperar as coisas normalizarem por lá, por isso ando escrevendo os textos todos aqui. Bom, desde que você me visite aqui e lá, tá tudo certo! :)
Constando 2: Ah, Karina, quer dizer então que você me ouviu na rádio? Que bom! Aliás, tô aqui nesse momento... Amando, diga-se de passagem. Ouçam, pessoas, e me digam o que estão achando da minha performance como repórter esportiva! :)
Só pra constar: eu não escrevo mais do Maceió Brasil porque o site tá fora do ar! Também sinto falta dele, Rodrigo, mas tenho que esperar as coisas normalizarem por lá, por isso ando escrevendo os textos todos aqui. Bom, desde que você me visite aqui e lá, tá tudo certo! :)
Constando 2: Ah, Karina, quer dizer então que você me ouviu na rádio? Que bom! Aliás, tô aqui nesse momento... Amando, diga-se de passagem. Ouçam, pessoas, e me digam o que estão achando da minha performance como repórter esportiva! :)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Devaneios parte III
Porque tem dias, como hoje, que eu me arrependo. De todas as coisas que eu te disse, e de todas que ficaram engasgadas. Engoli todas elas, que volta e meia me aparecem, loucas pra dizer. Mas eu não deixo elas te falarem que eu ainda gosto de você. Não acho que você tenha que saber. Não que eu ainda ache que te amo, é que me arrependo, vez ou outra. Como hoje. É uma mistura de sentimento, de ódios. Eu penso em todas as coisas que você me disse - nenhuma eu queria ouvir. Penso no que você podia ter me dito, e no tempo que já passou demais pra esquecer um ano. Foi tanta coisa que mudou, que confesso: me assusta quase nada ter mudado aqui dentro. Pelo menos em dias como hoje, que eu já nem me esforço pra não lembrar; esqueço que prometi evitar falar de você. Dane-se. Tem dias que já não faz a menor difereça o que passou, o tempo que foi junto e tudo que mudou também. Mudou mesmo? Será que você usa máscara, como eu? Se esconde atrás do silêncio, enquanto eu fujo nas palavras? Tenho medo que você me leia, e tenho medo que não. Lendo, você pode pensar que sou teatral, coisa de artista. Que tô fingindo dor em prosa, texto, em poesia. E me deixe pra lá, maldita que brinca com o sentimento alheio. Mas não lendo, você pode me ver e achar o que eu quero achem. 'Tudo bem, tudo indo. Sofrer faz parte, tô em outra.' Só você pode saber que não. Será que você sabe? Porque eu não sei de você. Tenho medo de ver que você tá melhor sem mim, e me olhar no espelho vendo que tô pior sem você. E pavor de saber que você tá como eu, e não faz nada pra voltar. Como eu.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Aqui eu escrevo, mas também sei falar!
Bom, aqui é meu espaço pra falar sobre devaneios, reais ou não, meus ou não, sinceros ou não muito - quase sempre exagerados. Quem me conhece que o diga. :) Gosto de aparentar o que não sou. É bom que as pessoas precisam ser nada preconceituosas pra me conhecerem a fundo.
Como todos - ou quase todos - que me lêem aqui sabem, eu faço jornalismo. Se Deus quiser, me formo no final do ano que vem.
Enquanto isso, venho fazendo estágios e aprendendo cada dia mais.
Nessas, estou fazendo parte da equipe de esportes na Rádio Transamérica. Faço reportagens, dou notícias e placares de jogos simultâneos no ar, leio e-mails e atendo telefonemas de ouvintes.
É, você vai ouvir a minha voz: é a voz feminina porém rouca, não tem como confundir.
O programa vai ao ar todo dia que tem jogo de time carioca, ou seja, praticamente toda quarta e quinta à noite, e sábado e domingo à tarde.
Hoje, por exemplo, eu tô no ar. Pra quem mora no Rio e ouve rádio, é só sintonizar na 101.3 a partir das 22hs. Tá na Internet? Faça o mesmo que qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo: no mesmo horário, acesse www.transanet.com.br/rjpop e clique em OUÇA AGORA no canto superior esquerdo da primeira página do site.
Gostou? Quer comentar sobre o jogo? Mandar uma letra prum amigo, namorada ou jogador do seu time? Manda pro promorj@transanet.com.br que a gente lê no ar! Fala que me conhece e eu leio. :)
Quer participar ao vivo? Liga pra (21) 3878-2929 e me manda um alô!
É isso, tomara que dê pra vocês ouvirem. Se não hoje, amanhã sintoniza ou entra no site a partir das 20hs que lá estarei novamente, no jogo do Botafogo x Atlético Mineiro, pela Copa Sulamericana. Depois, só domingo a partir das 16hs.
Beijo!
Como todos - ou quase todos - que me lêem aqui sabem, eu faço jornalismo. Se Deus quiser, me formo no final do ano que vem.
Enquanto isso, venho fazendo estágios e aprendendo cada dia mais.
Nessas, estou fazendo parte da equipe de esportes na Rádio Transamérica. Faço reportagens, dou notícias e placares de jogos simultâneos no ar, leio e-mails e atendo telefonemas de ouvintes.
É, você vai ouvir a minha voz: é a voz feminina porém rouca, não tem como confundir.
O programa vai ao ar todo dia que tem jogo de time carioca, ou seja, praticamente toda quarta e quinta à noite, e sábado e domingo à tarde.
Hoje, por exemplo, eu tô no ar. Pra quem mora no Rio e ouve rádio, é só sintonizar na 101.3 a partir das 22hs. Tá na Internet? Faça o mesmo que qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo: no mesmo horário, acesse www.transanet.com.br/rjpop e clique em OUÇA AGORA no canto superior esquerdo da primeira página do site.
Gostou? Quer comentar sobre o jogo? Mandar uma letra prum amigo, namorada ou jogador do seu time? Manda pro promorj@transanet.com.br que a gente lê no ar! Fala que me conhece e eu leio. :)
Quer participar ao vivo? Liga pra (21) 3878-2929 e me manda um alô!
É isso, tomara que dê pra vocês ouvirem. Se não hoje, amanhã sintoniza ou entra no site a partir das 20hs que lá estarei novamente, no jogo do Botafogo x Atlético Mineiro, pela Copa Sulamericana. Depois, só domingo a partir das 16hs.
Beijo!
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Devaneios - parte II.
Eu já não sei te amo. Nunca cheguei nesse ponto, se amo e não sei mais, ou esqueci mas não tudo. Não sei que nome tem isso. Isso, essa falta que às vezes sinto - já não sei se é de você. Não sei porque nunca tive outro amor. Será que se eu já tivesse tido, a falta seria do sentimento, da sensação no coração? Sei lá. Tenho saudades de namorar, às vezes, mas necessariamente de namorar você? Não sei. Eu, sinceramente, não sei. Confesso que às vezes esqueço suas feições, mas jamais de certas frases. Não consigo lembrar do seu gosto, nem do cheiro, mas do toque, do carinho, das preferências, eu lembro sempre. Esquisito. É um passado tão distante, que por vezes se faz tão presente, que me assusta. Tenho medo de te ter no meu futuro em qualquer lugar que não seja do meu lado, ou definitivamente pra trás. É esse meio do caminho que me incomoda, esse passado que ainda não foi de vez, e esse futuro que teima em não chegar. É esse não saber que me irrita e aumenta minha dúvidas, quebra minhas certezas e me tira as palavras que descrevam como eu tô. No momento, eu só sei que tô sozinha.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Devaneios - parte I
E quando eu acho que as coisas estão melhorando, o destino trata de me fazer tropeçar. E todo o tempo passado, todos os degraus caminhados somem num segundo. É como se tivesse sido ontem. Que te tinha comigo, que não tinha te perdido. É como se tantos dias, tantos meses simplesmente não passassem de cronologia. No meu mundo, no mundo de quem não esquece, a contagem não é bem essa. A gente leva, e quem vê não diz. Em certos casos, nem quem ouve. Quem sabe, quem sente, costuma esconder. No máximo, deixa subentendido. Porque o silêncio dói demais, mas o fio de esperança infundado é de dar dó. E a gente já sabe os estereótipos: aquele que finge dor, e aquele que sente em vão. Os que vivem nesse meio do caminho por tempo demais se perguntam onde erraram que nem perceberam. Eu me perdi, nesse imenso "tô vivendo pra aprender." Eu tô, os dois. Mas cheguei num ponto que já acho melhor sobreviver e permanecer na ignorância. Quem aprende a sofrer é mais forte? Tenho a impressão que não - quem sofre demais perde a coragem de tentar de novo. E eu não quero ser assim.