sexta-feira, 17 de julho de 2009

Amadureceu?

Geralmente quando acabamos uma relação, a tendência é aprender com todos os erros cometidos e amadurecer na relação seguinte. Claro que isso não é regra nem acontece de uma hora pra outra, mas a maioria funciona assim e é o que todo mundo pensa: 'depois de tudo que passei, certamente sou uma pessoa mais forte'. E é verdade. Depois que a gente passa por situações que colocam certas coisas à prova, como num relacionamento amoroso, é regra nos sentirmos calejados pra qualquer outro tipo de relação que possa vir no futuro. Nos sentimos porque estamos, ou no mínimo já passamos por muitas das coisas que poderemos passar de novo, e ao menos de uma coisa a gente tem certeza: desse mal, de amor, ninguém morre, se não quiser.

O que os apaixonados de segunda viagem não sabem é que paixões podem ser bem parecidas, mas quase nunca são iguais. Talvez as sensações sejam. Talvez os ciúmes, a química sejam parecidas. Mas os medos também são os mesmos, e por mais que tenhamos passado por isso uma vez, quando esquecemos tudo e colocamos no passado, esquecemos também como agir nessas circunstâncias. Pensa-se no medo já sentido há algum tempo atrás, um medo igualzinho de se magoar e chorar de novo. Agora, talvez um medo maior: dor de primeiro amor é como dor de cizo, que você sabe bem como é ruim, mas nunca consegue passar despercebido e sem cometer os erros de sempre. Você acaba falando mais do que deve...

Mas tem aqueles que não sentem o medo. Gostam, sabem que gostam. Sabem que sentem ciúmes, fazem cenas e não é fingimento, sofrem mesmo. Dizem-se amadurecidos, calejados pelo tempo e vacinados contra a ideia de que amores são diferentes. Os amores são iguais, nos fazem sofrer da mesma forma e é dessa mesma maneira que supera-se com o tempo e parte pra outra. É, uma hora termina, é bem provável que não seja pra sempre. Ora, se todas as relações atenteriores não duraram eternamente, esta tem 90% de chance de acabar. Certo? É, faz sentido. O que não faz sentido algum é uma pessoa dessa se sentir madura. O fato de já ter passado por uma relação de amor não faz de ninguém preparado pra próxima. Talvez familiarizado, mas só.

Ter medo de sofrer de novo, e por isso aprender a podar sentimentos e sensações, temendo uma mágoa já tão conhecida e apavorante não é sinônimo de amadurecimento. Crescer depois de um momento de crise é reconhecer que errou também, não importa o motivo do fim da relação. É aprender com esse erro, e tentar entender o erro do outro. É ter paciência caso o destino coloque no seu caminho quem cometa os mesmos erros que você cometeu um dia, pra que você tenha a entendimento que outra pessoa não teve contigo. E tentar fazer com que dê certo, de verdade, não se baseando em números e estatísticas. Fazer parte da minoria pode ser incrivelmente bom, afinal quem sabe disso não conta.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Basta uma

A paquera vai de vento em popa. Você já viu o carinha com os amigos em bares, em boates, até em uns shows. Que charme! Viu ele indo, e voltando do trabalho. Os olhares sempre se cruzam, mas não passa disso. Tudo que você sabe é o que imagina, porque nem coragem pra perguntar pra alguém em comum você tem. Esbarram-se na esquina da faculdade, seja dele ou a sua, vêem-se bastante. Você achava que ele não tinha namorada, mas sabia que devia sair com alguém, ou algumas meninas, bonito daquele jeito. Você nunca tinha visto ele com ninguém, mas bastou aquele dia infeliz na praia. Você nem sabia que ele frequentava o posto 6. E lá estava ele, com aquela magrela sorridente. Fim da paquera.

Era a primeira etapa da entrevista praquele grande emprego que vocês estava doido pra conseguir. Seu sonho, trabalhar naquela empresa, nem estava acreditando que seu currículo tinha sido o escolhido entre tantos outros, que sorte! Se arrumou todo, treinou pra falar bem, se portar de maneira exemplar, até deu uma estudada sobre como andavam os negócios da empresa. Mas tinha um cara que estava mais bem vestido que você. Ele tinha morado fora do país, falava tão bem que o moça do RH sorriu pra ele. Bastou - você ficou desanimado pela concorrência e esqueceu tudo que tinha preparado.

Foi um ano inteiro de livros lidos, noites viradas tentando escrever algo que prestasse. Você não faltou nenhuma orientação e fez exatamente como seu professor mandou. Achava que a monografia estava perfeita, pediu pra umas cinco pessoas revisarem, e arrumou tudo, formatou de novo, mandou encadernar. Era a hora da apresentação. Você estava nervosa, normal, mas achava que ia mandar bem. Montou suas coisas, levou todo o material pra cima da mesa e virou de costas pra escrever algumas coisas na lousa. Quando foi desvirar, seu ex-namorado apareceu sentado como platéia, atrás da sua banca examinadora. Bastou olhar pra cara dele que você começou a gaguejar, pensando no próximo semestre fazendo outro projeto.

Vocês estavam ótimos, nunca mais tinham discutido por besteira e você resolveu que iria esquecer todos os problemas, considerados agora muito idiotas, se comparados ao que vocês significam um pro outro. O que são esses defeitos pífimos, meu Deus, se vocês se divertem tanto juntos, se dão bem, se entendem?! Nada, ou quase nada. Bom, o suficiente pra você levar a vida e a relação numa boa, sem preocupações por um futuro ainda distante. Mas vocês brigaram. E bastou essa briga pra você voltar a repensar tudo, se vale a pena, se realmente vale a pena abrir mão de certas coisas por uma coisa que sei lá se vai dar certo.

Basta uma. Uma magrela, uma concorrência, uma figura mal-explicada, uma briga de rotina. Mas basta uma e basta - desistência.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sinais

Um dia me disseram que a gente sempre recebe sinais quando uma relação está chegando ao fim, ou chegando perto de chegar ao fim, se é que você me entende. Um 'chega pra lá' de leve, um 'deixa pra próxima', 'tô cansada'. A gente que não vê. Comecei a observar de fora algumas relações e vi que, meu Deus!, tá na cara e só cego que não enxerga. Ou quem não quer ver... Comecei a perceber como tem gente burra no mundo que sofre porque quer. Bando de idiota.

Aí um dia eu me apaixonei e vi que, nãaao, não fica tão na cara assim esses tais sinais. Ou ficam e a gente, quando ama, não vê? Comecei a achar que o amor não pode ser tão escroto assim. Não pode. O sentimento mais sublime, que mais nos completa, não deveria nos deixar burros, alheios ao que acontece realmente. Como um porre de cerveja, que deixa a gente passando vergonha. O amor que experimentei era como um porre, mas durava muito mais que uma noite e algumas risadas pós-boca seca.

Que seja porque nos fazemos de vítima, pobres vítimas de um amor fracassado ou não, a verdade é que a verdade dói e sim, os sinais aparecem o tempo todo, a gente vê (por mais que finja) mas acaba aproveitando - a gente nunca sabe se vai amar de novo um dia. É, mas e depois que sofre, supera, e acaba amando de novo? Já se sabe que pode amar de novo, e já se reconhece de olhos fechados todos os sinais. O amor virou inteligente. Ainda dá pra aproveitar?

Dá. O problema é saber o ponto certo entre ver os sinais e saber conviver com eles sem achar que estar sozinha é sempre melhor. É saber que sozinha é tão bom quanto estar feliz acompanhada, e quando sozinha for melhor que tudo, talvez esse tudo não esteja sendo tão bom assim. Nada que você não aprenda com meses, relações ou anos, mesmo sem relacionamentos. Aí depende. Mas os sinais, estes estão sempre aí. Seja naquele abraço no meio da Rio Branco, seja num nick despretencioso de MSN.



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Categórico

Ele foi categórico: eu não quero mais você na minha vida. Ela ficou olhando com aquela cara de 'ah, amanhã ele me liga arrependido e eu vou perdoar, afinal amor é pra essas coisas', mas no dia seguinte ele não ligou. E nem no outro. Ela foi deixando passar e quando viu já estava vivendo uma vida de solteira que não queria. 'Será que era pra eu ligar pedindo desculpa no dia seguinte?' é o que ela se perguntava todos os dias, por mais que estivesse pagando o carnaval em Salvador e um feriado no iate dos solteiros, não importa. Ela amava o cara, pelo amor de Deus.


Um belo dia ele ligou e ela teve certeza de que ainda se amavam. Se viram, ficaram juntos, mas se amaram? Ela já não tinha mais certeza. Ela olhava aqueles olhos já completamente irreconhecíveis e começou a duvidar do amor que achava sentir. Ela não procurava, mas também não impedia que a achasse. E foi deixando o destino fazer as dele, e foi levando uma semi-vida bem vidinha da qual ela tinha pavor de ter um dia e olha só, estava tendo. Pelo bem do futuro, ela estava nessa pensando que era pra amadurecer.


Ele foi categórico: eu estou feliz sem você. Ela resolveu levar ao pé da letra. Se era por orgulho ou a mais pura verdade, nem um orgulhoso mentiroso nem um indiferente ela pretendia ter na vida. Fincou o pé e sofreu sozinha. Morreu por dentro, mas foi por dentro e ninguém estava lá pra aplaudir o espetáculo. Amadureceu, mas foi ciente de que fez muita coisa errada e que talvez não tivesse aprendido tudo com aqueles equívocos. Mas é que ele foi categórico e ela sabia que esperar pela ligação de amanhã era muito ridículo. E não esperou mais.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Como lidar com o durante?

Em tempos em que namoro é quase a reta final de um relacionamento, chega a soar ridículo dizer que é difícil superar o fim de uma 'ficação'. Terminar um rolo é normal, começa-se e termina-se relações do tipo com uma frequência quase que semanal, dependendo das partes. As pessoas ainda não sabem muito bem como reagir a esse tipo de situação, a verdade é essa. Como é que eu apresento meu ficante pro pessoal? Por mais que se evite circular com o carinha, mais cedo ou mais tarde esbarrar com alguém é inevitável. Ninguém sabe ainda muito bem como se dar bem nisso, e a regra é que não tem regra e cada caso é literalmente um caso, ou um rolo, pra soar menos chulo. Mas que é tenso um final de relação, por menos relação que ela tenha sido, todo mundo sabe.

Ficantes, rolos e até namorados, conselhos pra lidar com esse final, dicas de não ligar, não fuxicar o Orkut, evitar certos lugares, tudo isso é dito pela mãe, pela madrinha, manicure, amigas, porteiro. Todo mundo ensina, cada um à sua maneira, como lidar com esse período tenso que pode ser um final de relacionamento. Como sair pela tangente em certas situações, até conselhos como 'demore tanto tempo até aparecer com outro em locais em que ele ou os amigos podem estar' aparecem, e alguns deles até bem válidos. Nesses casos, as regras são claras: vai circular em outras áreas até a carne esfriar. Quando é que essa carne esfria é que ninguém nos conta, mas isso é sorte.

Tá, passou o período pós-momentos-estranhos, as coisas bem ou mal estão voltando ao normal e, bom, as vidas não podem parar. E aí? O que é que você faz com esse tempo que corre até encontrar alguém que preencha aquele vazio inevitável que o último namorado, ficante, rolo ou coisa que o valha deixou? 'Arruma outro!' Ah, óbvio. E arruma-se, um rolinho é uma das coisas mais fáceis de se encontrar por aí, se você não for muito exigente. Mas você consegue ficar pensando nele quando vai dormir? Lembra dela quando entra na Imaginarium? Sorte a sua se sim, hein? Geralmente demora um certo tempo, ou alguns ficantes, até que isso aconteça. É por isso que a dica perdura: evite se envolver.

'Ah, mas eu me envolvi. Paciência, agora é tarde.' É, amiguinho, a situação complica pro seu lado no quesito 'durante': o que fazer com o tempo que existe equanto a garota invisível dos seus sonhos não vem? Isso ninguém te ensina, né? E nem ache que esse texto vai - eu mesma já me virei em 200 pra descobrir de que jeito é melhor pra driblar a saudade e deixar o tempo passar, ou alguém bacana chegar, o que viesse primeiro. Confesso que nunca descobri, e provavelmente nem vou, mas com o passar do tempo a gente vai acumulando experiencias e dicas que costumam (veja bem, só costumam) dar certo. Leia livros, mas esconda TODOS de romance, e faça o mesmo com os filmes. É só por uns tempos. Intensifique nos hobbies, desde que o mesmo não passe perto do passado recente. Viaje, fuja, se possível e se preciso for. Mas principalmente? Não se desespere. Regras não existem, mas uma certeza sim: vai passar. Sempre passa. Se não passar, pode vir reclamar no PROCON aqui.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

When it's over, is it really over? (Quando acaba, acaba mesmo?)

Sempre achei essa frase extremamente óbvia e ao mesmo tempo reflexiva. Talvez amanhã eu escreva sobre ela em outros campos, mas hoje eu vou falar sobre a grande perda que o mundo da música e da cultura teve ontem. Fico triste pelos comentários desnecessários e as piadinhas maldosas feitas durante o dia de hoje - ontem foram poucos, a ficha ainda não tinha caído. Acho uma lástima que as pessoas critiquem a pessoa Michael Jackson quando temos um mito do lado profissional que marcou gerações inteiras e certamente mudou o que hoje chamamos de música.

Dane-se o que ele fez ou deixou de fazer com sua vida pessoal, quem somos nós pra tacar pedra quando elegemos verdadeiros lixos pra cargos governantes do nosso país, criaturas que roubaram no passado e que sabemos disso? O cara cantava muito, dançava de um jeito único e ninguém pode negar seus talentos. Sobre os problemas pessoais dele, que fiquem entre ele e quem foi diretamente afetado por eles. Você e seus coleguinhas de baia garanto que não foram.

Michael deixou esse mundinho hipócrita tendo feito muito mais coisas boas à humanidade do que picuinhas, muitas das quais a grande massa mal sabe do que se trata. Ele se foi, mas deixou sua marca: sua música, seu moonwalk, sua arte. Deixou os fãs com saudades e os admiradores do que é boa música verdadeiramente tristes por mais um artista de verdade indo embora.

Deixemos o cara com a nossa sincera dor de perda por um artista que eu, assim como muitos, adoraria ter visto ao vivo. Meus filhos ouvirão Michael. Tenho medo só do que restará pra eles verem ao vivo...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os nossos sonhos, pra onde vão?

Um dia, numa entrevista de emprego, me perguntaram como e onde eu me via dali a cinco anos. Parei. Cara, onde é que eu queria chegar? Menor idéia. A começar pela própria entrevista: eu ia recepcionar empresários. Deus me livre, como foi que eu fui parar ali? Respondi qualquer baboseira, achei que jamais passaria mas passei. Ainda bem que eu já estava em outro emprego e pude recusar este sem maiores remossos. O outro emprego era a mesma coisa, então nenhum mérito. O mérito mesmo foi a minha coragem de chutar o balde, pedir demissão do meu primeiro emprego de carteira assinada e ir atrás dos meus sonhos. Isso foi há 2 anos e alguns quebrados.

Metade do tempo que a moça perguntou como eu me via já passou e eu nem de longe me imaginei onde estou hoje. Nem sei se isso pode ser considerado algo bom ou ruim, honestamente. O fato é que isso me faz lembrar dos sonhos pelos quais eu abri mão do emprego em que eu ganhava bem e tinha certo futuro, mas que não estava no que eu sonhava fazer aos 8 anos de idade. Soa meio infundado você querer, aos 21 anos, realizar sonhos de menina que brinca de escolinha (apesar de não querer ser professora)?! Hoje eu começo a cogitar que não, de repente. Eu sempre quis ser escritora. Tem quem me dê a maior das forças terrenas. Tem quem me queira ver autografando playboy (playboy = minha concepção de 'que merda, eu só tenho bunda'). Mas o que eu quero, onde eu quero me ver?

Essa semana recebi elogios de textos meus que diferem do que venho fazendo desde que abri os olhos na maternidade e vi o mundo de dizendo 'bem-vinda, cabeção' (eu nasci cabeçudérrima). Achei curioso, mas vindos de profissionais da área, fiquei interessada. Comecei a relembrar dos meus sonhos mais primórdios, do meu primeiro diário rosa com aquele cadeado que não protege nem de um bebê, lembrei da primeira poesia e do primeiro prêmio com uma delas, um ano depois. Lembrei dos blogs, do meu livro, e cara, eu quero ser escritora, ainda. Tenho dois empregos e não escrevo (coisa minha, que digo, com a minha língua) em nenhum deles. Diz minha mãe que eu tô aprendendo, e não discordo. Mas agora eu prometo é pra mim mesma: eu vou ser escritora. E esse texto vai abrir meu primeiro livro.


terça-feira, 16 de junho de 2009

Concepções

Escrevo poesias, prosas ou qualquer coisa do gênero desde sempre, desde que me lembro do meu primeiro caderninho, diário ou coisa que o valha. Aos sete anos eu já devia estar no segundo ou terceiro, ou seja, tem tempo. Na época, eu já me metia a falar de amor. Claro que ainda platônico, mas minha veemência de quem já tinha amado e e sofrido tantas vezes convencia a meia dúzia que me lia (ou sempre me enganaram).

Os anos teimaram em passar e eu finalmente me apaixonei por beijos, abraços, toques de mãos: o amor virou real. Foi quando minha concepção de amor ficou meio abalada e eu descobri o que a gente sempre descobre primeiro - a paixão. Apaixonei-me algumas muitas vezes, com durabilidade míni. Veracidade? Sempre. Mas nunca se sabia até quando.

A paixão começou a durar mais e foi aí que tomei meu primeiro pé-na-bunda. Travei: vai que eu deixo a minha paixão durar de novo e caio do cavalo? Vamos deixar como está. Mais algumas paixões, deixei durar mas que não passasse disso. Vieram os sofrimentos, as calejadas da vida e as desilusões. Afinal, que palhaçada esse negócio de amar! Se eu soubesse que era assim, sei não...

O tempo nem passou tanto, mas experiências adquiridas são a razão do amadurecimento. Foi nesse meio tempo que eu comecei a pensar melhor: eu tinha certeza absoluta de que minha concepção sobre o que era o amor mudaria quando eu finalmente amasse pela primeira vez. Pois é, eu ainda não tinha amado. Não como eu sentia que amaria um dia, como eu lia nos livros.

E esse dia chegou. Olha, confesso que era quase igual aos contos de fadas, se os príncipes fossem ciumentos e as princesas meio mau humoradas. Mas que mané realeza tem insegurança ou Tpm! Vi que amar é lindo e fazer planos pro 'felizes para sempre' é maravilhoso. O tombo veio junto com o final nada feliz e eu sabia que um dia ia amar de novo, só que aí...

Eu descubro que conto de fadas a gente nunca vai ter, ou pelo menos não aquela coisa de casal perfeito pela concepção da mídia. Existe perfeição? Eu acredito que sim. Uma pessoa que te aceita como você é e quer somente que você seja um ser humano melhor, só pode ser perfeita. Que preenche o que lhe falta e que falta o que lhe tem de sobra. Isso é perfeição.

E essa perfeição é o que, hoje, eu chamo de amor. Essa é a minha concepção do que é o sentimento de amor. Paixão é coisa de momento, então é preciso apaixonar-se todos os dias, senão não faz sentido dentro de uma durabilidade, de uma relação de verdade. Amor vai além, é mais do que pequenas, do que grandes coisas: amar é perfeito - nem que seja a perfeição na sua concepção.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mudanças

Um dia, não sei quem, nem quando, nem em que circunstâncias, me disseram que ninguém nunca mudaria por mim. Confesso que naquela época não levei como informação válida. 'Pra que que eu vou querer que alguém mude por mim? Pra jogar na minha cara depois?'. Eu devia ter uns 15 anos, ou menos, sei lá. Sábia que eu era, e não sabia...

O tempo passou e eu comecei a pensar que talvez não fosse assim tãaao louco eu querer uma madançazinha no comportamento das pessoas. De mudar os amigos eu cansei nos primeiros anos das primeiras amizades, e não ligo que até hoje ajam brigas - a gente é amigo pra tentar entender mesmo. Mas em namoro, a coisa é mais embaixo...

Mudança obrigatória é a mesma coisa que a cadeia no nosso país: a criatura fica na merda por meses, anos, sofre o diabo, e quando sai, teoricamente tendo aprendido a lição, ele fica pior do que entrou. Por quê? Porque não mostraram a ele que era errado o que ele fez, e que por isso deveria mudar. Enfiaram ele lá, forçaram uma mudança ilusória. É lógico que não funciona. Pra mim, mudança de comportamento ou de atitudes por causa de um namoro é a mesma coisa.

Você mudar porque acha de verdade ser justo, é uma coisa. Mudar só pra agradar e forçar uma barra pelo outro é insano. Uma hora, a máscara cai. Seja por descobertas através de terceiros, seja numa briga em que as coisas fogem do controle, seja depois que a relação acaba.

Eu me assusto quando vejo máscaras 'intactas' (tem cego que não quer ver) por anos. Pego-me pensando no trabalho que deve dar ter que fingir ser alguém o tempo todo, por muito tempo. Mas a máscara cai. E o outro lado fica se perguntando o monstro que deve ter sido a relação inteira, pro parceiro ter fingido tanto assim - ou o monstro que seu parceiro foi por todo esse tempo e só você que não viu...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Menor vontade

Sabe aqueles dias em que você não está com a menor vontade de absolutamente nada?

'Tem que fazer esse trabalho.' - Não, obrigada.

'Pilhas de roupa pra lavar, corre lá.' - Nunca.

'8hs de trabalho pela frente.' - Nan.

Hoje é um desses dias. Levantar da cama já começa como o primeiro suplício do dia infernal que promete.

'Ó, se vira pra fazer isso, isso e mais isso.'

Sua real vontade é dizer sincera e calmamente que 'hoje eu não tô com a menor vontade de fazer isso, e não vou fazer', mas não diz. Quase sopra, mas não diz. Fala que não vai ter tempo, o que não deixa de ser verdade, e arruma um estresse. Você precisa ter tempo pra tudo. Mas, na falta de vontade até pra discutir, você acaba o banho e começa a se estressar do lado de fora.

Porque azar pra mau humorado é pouco, você sai de casa preparadíssimo prum frio paulistano e bom... O dia tá bem carioca. Mal venta, e você de mochila enorme, casaco e sem blusa de manga por baixo, fora a bota de camurça que você nunca usa, logo hoje. Ótimo. Só porque hoje a falta de tempo não vai te permitir voltar em casa pra trocar de roupa.

Mal chega e já tem uma pilha de coisa pra fazer. Ai, mas logo hoje, não tem como. Você abre a página do seu blog e sai escrevendo. Qualquer coisa, porque aquela pessoa que você definitivamente não queria ver a fuça hoje, pelo menos hoje, não pára de olhar pra você. E se você encarar e dizer 'que que é?', ainda passa por grosseiro. Concentre-se no blog que é melhor.

E tá só começando. Meio dia ainda está longe e sua vontade de fazer alguma coisa nem sonha em dar as caras. Tem coisa pior que fazer qualquer meleca por obrigação? Se ainda fosse por dinheiro... Mas nem ganhar bem você anda ganhando, que merda de vida. Hahahaha Menos, Nina. Menos.

Argh. Menor vontade de passar com o dia de hoje. Queria era ficar sentada e não fazer absolutamente nada, só assistir. Ou dormir e colocar o sono em dia. É, eu tenho vontades. Só não pra qualquer coisa que eu preciso realmente fazer.

É pecado?