quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Postado no pecadofashion.com.br

Taí uma coisa pra qual eu nunca tive vocação: namorar. É, porque tem gente que parece ter nascido pra isso. É caseira, romântica, sabe cozinhar, gosta de usar apelidos carinhosos, é família, adora viagens a dois de fim de semana, sabe e adora comprar ou fazer presentinhos fofos, enfim, tem garota que foi feita pra ser a típica namorada.

Eu, não. Meu primeiro namoro sério foi um bater de cabeças imenso, coitado do meu ex-namorado paciente com essa criatura que adora um barzinho cheio, gosta de conversar com 234 pessoas ao mesmo tempo, não se incomoda com o futebol semanal do namorado, e que aliás nem faz questão de ir.

Não sou romântica (apesar de escrever de amor ser o que eu mais sei fazer na vida), detesto cozinhar, não gosto de apelidos carinhosos, e até sou criativa, mas acho de uma viadagem tremenda presentinhos fofos demais. Sou super família, mas muito mais pela zona do que pelo ambiente calmo. Eu? Não sou nem um pouco calma.

Viver minha vida de solteira até a última gota sempre foi meu lema, até eu aprender a namorar e perceber que, quando você aprende a curtir todas as coisas boas do momento que você vive, as coisas boas do outro lado da moeda parecem insignificantes, e não te deixam saudade. Eu aprendi a ser solteira como ninguém – mas hoje também aprendi a namorar.

Nunca senti saudade de uma coisa, nem de outra. Enquanto estava sem ninguém? Aproveitava tudo que isso me trazia: não ter ninguém para dar satisfação, gastar menos (que mulher gasta mais solteira?), passar horas no shopping e problema meu, beijar quem estava a fim, ir onde bem entendia, sair só com as amigas sempre, sair só com homens quando desse na telha.

Hoje, há um ano e oito meses, eu namoro. E adoro ter alguém para contar meu dia sem parecer uma chata, ter companhia pra todos os filmes que quero ver, ir em todos os restaurantes que sempre quis, me cuidar pra quem sei que vale a pena. Adoro ter um amigo pra todas as horas e adoro mais ainda saber que namorado bom é aquele que você pode namorar e poder ser quem você é, como se fosse solteira.


Não está namorando? Curta o máximo que seu fígado permitir, pra quando achar o cara mais legal do mundo, não sentir a menor saudade do que o mundo pode te oferecer. Assim, é bem mais fácil enxergar o mundo que seu namorado tem pra te oferecer.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Era eu?

Quem é que nunca olhou fotos antigas e ficou se perguntando quem diabos era aquela criatura ali, que não você? Rá. Duvido que você nunca se viu nessa situação... E nem digo fotos de uma, duas décadas atrás. Você nem precisa ir muito longe: pega seu álbum ou agenda de uns poucos anos e dá aquela olhada nas roupas, na maquiagem (ou falta dela), no sapato, bolsa, aparelho que você usava, piercing, naquelas caras de adolescente querendo aparecer. Você deve ter alguma coisa que te envergonhe de você mesma...

É, mas quando você se depara com aquelas fotos suas com seu ex, e começa a querer lembrar daqueles dias, daqueles tempos. Já passou pela situação em que você simplesmente NÃO CONSEGUE? Sabe quando você se olha, sabe que é você, lembra até daquele dia, mas parece que é seu corpo com uma outra alma? A gente cresce, amadurece, muda até de opinião, conceitos, ideias, objetivos, e essa lista não teria fim, porque a vida é uma constante metamorfose, mas você simplesmente não se projeta.

Você fica olhando com aquela cara de quem comeu e não gostou, mas lembra que, na época, gostava, e fica se perguntando por que, afinal. Hoje olha e tem certeza: ‘eu JAMAIS viveria isso de novo. Não hoje’. Penso que algumas pessoas aparecem em nossas vidas no momento certo, porque se esperassem mais um pouquinho, bye bye namoro – não contigo. Mas será? Será que não pensaríamos o que pensamos hoje se não tivéssemos namorado/tido qualquer tipo de relação com aquela pessoa?


A verdade é que nunca vamos saber – pelo menos não nessa vida. Mas a gente se pega pensando, e lembrando de tantos dias, tantas situações... Faz de perfis no Orkut, Facebook, álbuns ou agenda um momento de nostalgia tão pura, que às vezes confunde estranheza, em relação a esse passado meio bizarro, e saudade, porque por mais estranho que hoje pareça, um sentimento dentro de você lembra que já foi bom um dia. E aí você lembra também que teve um período bem ruim, que você não gostaria de lembrar...


E se arrepende com todas as forças de ter começado com a abrir o baú.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se tem coisa que odeio...

Olha, se tem coisa que eu odeio é me arrepender... Sempre fui impulsiva por achar que as coisas deveriam ser feitas de acordo com o que sentimos no momento e pronto: depois a gente parava pra pensar no que tinha feito, mas nada que alguns anos de experiência não pudessem me dizer que 'assim foi melhor'. Talvez eu tinha perdido lindas histórias de amor, talvez eu tenha perdido tempo com pessoas que não valeram a pena, mas a verdade é que eu sempre soube aproveitar o que me tinha sido dado - e não ligar absolutamente para o que eu tinha tirado do meu caminho. A decisão havia sido minha e por isso não adiantava de nada ficar olhando pra trás.

A verdade é que, como muito bem disse hoje um amigo meu, ' vida é assim mesmo: para cada decisão, automaticamente você exclui outra'. Acho que já até mencionei Chorão (sim, aquele do Charlie Brown Jr.), que muito sabiamente cantou 'cada escolha, uma renúncia, isso é a vida'. É isso: a gente sempre abre mão de alguma coisa quando escolhe outra, e ficar pensando no que abriu mão é causa de insônia, sensação de vazio e por aí vão nostalgias seguidas de perda de tempo. Tão causadora de noites insones quanto, é a dúvida, é o tempo que se gasta antes de tomar uma decisão, mas vale a pena por todo um futuro certo - ou ao menos como você escolheu.


A impulsividade pode acompanhar uma pessoa pro resto da vida. Minha mãe está a três décadas de mim e ainda tem seus momentos, mas a tendência é que a constância impulsiva se transforme em ocasiões raras, como mamãe tem feito. Acredito no avanço individual cada vez maior no passar das gerações, talvez por isso eu tenha começado a fazer terapia vinte anos mais nova do que ela. Cansei de ser impulsiva demais, ou sempre. Pensar muito pode deixar brechas para algumas coisas passarem direto, mas as situações realmente importantes param antes. E aí você, a essa altura do campeonato, já tem bola na mão e apito na boca - pra encerrar a partida de vez ou começar o segundo tempo; o juiz é você.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ou comprar uma bicicleta?

Chega uma hora que empurrar com a barriga simplesmente não funciona mais. A vida te coloca na parede e quer saber se você vai casar ou comprar uma bicicleta. Ninguém precisa te puxar num canto e de fato te perguntar isso, nem sempre o momento de uma decisão ser feita vem em forma de palavras, ultimatos ou beiradas de precipícios. Mas a gente entende, da forma que elas vem. Pode até passar um tempo achando que ludibriar o pulo pra um dos lados do muro vai funcionar pra sempre, mas vai enganar quem? Uma hora o lado precisa ser explorado, e de cima da mureta tem muita coisa que não dá pra ver.

Por mais que você conheça centenas de vantagens e quase todas as desvantagens de casar, e por isso acha que essa pode ser a escolha acertada, ainda assim você questiona se com você as coisas não podem sair diferente. Vai que você foge à regra? E se isso não for pra você e sua felicidade estar em sair pedalando uma bicicleta por aí afora? Você coleciona dúvidas, junto com todas as certezas que vem observando de cima do muro. Do alto, ainda consegue ter o melhor das duas coisas, mesmo que superficial. Por enquanto tá valendo, desde que o pior também seja só um pouco.

Mas um dia você escova os dentes e se olha no espelho. Sofre, mas só você sabe como dói a indecisão, ou o peso de saber a escolha certa mas faltar coragem pra toma-la. E não é nem o medo de se arrepender, de talvez estar sendo precipitado demais - no fundo você sabe que foram muitas observações, o suficiente para estar pronto para o que te espera, quando as escolhas forem feitas. Não é medo de pular do muro, é medo da dor da queda. Porque sempre dói, nos primeiros dias, talvez nos primeiros meses. Depois, a dor vira só psicológica, e é dessa que você foge.

Porque você sempre quis casar, mas no fundo nunca sonhou mesmo com isso, e bicicleta pra que, se nunca soube andar? A escolha certa você sabe qual é. Sabe que a queda dói, mas que passa. Sabe que o dia de amanhã é uma incógnita, afinal você se imaginava aqui, há dois, três anos atrás, quando aquela moça do RH daquela empresa te perguntou onde você se via mais na frente? Pois é. Você não sabia, nem sonhava que seria aqui. Porque sei lá, Nina, vai que no verão você aprende a andar de bicicleta em Paquetá?


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quando você não tem certeza

Tomar uma decisão que te traz insegurança no depois, seja que decisão for, nunca é muito fácil. Ninguém nunca sabe o que esperar do amanhã, é verdade, mas quem é que não tem medo do desconhecido? Do que não se sabe, conhece ou já viu pra saber como funciona? Pra morrer, basta estar vivo, e emprego nenhum é cem por cento certo, mesmo que cargos públicos tendem a durar para sempre. A gente nunca sabe, no fundo. E nunca saber é não ter certeza de nada.

Começar um namoro com alguém que você pouco conhece, ou alguém que você conhece muito e não quer magoar/ser magoado; terminar uma relação onde você já foi muito feliz, sem saber se essa pode ser mais uma crise que provavelmente passa logo e você vai amargar no arrependimento; sair de São Paulo pra ir morar no Texas e morrer de saudades da família, mas quem sabe arrumar um namorado? A gente não sabe. Por isso que a gente tem medo.

É muito linda aquela lista de conselhos positivos que as pessoas insistem em nos dar, aqueles textos motivantes de blogs cor-de-rosa que tentam te ensinar alguma coisa útil. Mas no fim das contas, meus caros, é a gente quem vai viver o amanhã da gente mesmo, e o povo vai assistir, por mais que de camarote - e assistir nunca é estar no cenário. Colha opiniões, e boa sorte na hora de ficar com uma delas.

A minha? Rá. Quem sou eu pra te dizer o que fazer, quando nem eu sei o que fazer com meus problemas? Posso só te dizer como funciona a minha faltas de certezas. Não sei o que quero da vida, mas tô tentando descobrir. Fazendo de tudo, sugando o que posso, porque não quero, semana que vem, pensar que posso ter perdido alguma coisa porque fiquei com preguiça. E medo é um preguiça disfarçada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ah, coragem...

Tem horas que a vida colabora e deixa a gente protelar algumas decisões que sabe que deve fazer, mas que por algum motivo de força maior (mesmo que essa força seja a preguiça mesmo) acaba não fazendo. Mas tem hora que a vida cansa de dar aquela mãozinha bacana e encosta a gente na parede, em forma de pessoas, situações ou qualquer outra coisa: chega a hora em que a gente precisa tomar a decisão de fazer besteira ou acertar na escolha e ser feliz pro resto da vida. Ou até que a próxima decisão tenha que ser tomada.

Num relacionamento que já não vai bem, ou que simplesmente já não vai, a coisa mais comum do mundo é ver casais que vão levando enquanto não está insuportável. Os motivos podem ser um cachorro, um filho ou a preocupação de não ter que magoar aquela pessoa que, por mais que já não haja mais amor, tem-se um carinho grande, ou no mínimo um respeito de quem é companheiro mesmo. Aí você espera que parta do outro lado a decisão - é menos difícil assim.

Mudanças costumam ser a mesma coisa. Mudar de cidade, de bairro, de casa. São meses, e até anos, pesando os prós e os contras, pesquisando e desistindo. É verdade que, diversas vezes, depois de um tempo, é até bom a demora - você acaba descobrindo que era muito cedo para mudar, ou que não deveria fazê-lo, podendo até mesmo encontrar algo perfeito, como você queria, um tempo depois de tanta procura. Mas se mexer para mudar é só um passo: o principal deles.

Sair de um emprego que se gosta por necessidade de um tempo para você, que está indeciso sobre felicidade e essas coisam que dizem, é a mesma coisa: você espera que tomem a decisão no seu lugar, protela o máximo que pode, mede os prós e contras. Mas chega um dia que a vida cansa de dar aquela mãozinha e você chama seu chefe na sala de reunião e fala: 'dessa vez eu tenho que ir. Por mim'. Hoje eu vou pedir demissão.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Em paz com o passado

Fazer as pazes com o passado é algo bem difícil, e acho que a maior dificuldade que a gente encontra é a quantidade de pessoas que guarda alguma mágoa de um tempo que passou e nunca mais vai voltar. Como existe gente rancorosa! Já parou pra ouvir as conversas de salão, de banco, de elevador? Tem sempre alguém que não esqueceu, que ainda ama, que quer voltar. Quando isso faz um, até dois anos, no máximo, acho até válido. Mas cinco, dez, vinte anos? Olha, numa boa, isso pra mim já prescreveu.

Cada um com a sua história, vida e circustâncias. 'Quem essa pirralha de 24 anos acha que é para saber da minha dor?' Não sou ninguém, minha senhora. Mas vendo de fora, às vezes é um pouco mais fácil perceber que essa revolta toda, essa ligação com o passado não passa de um medo terrível de perdoar as pessoas e situações e seguir em frente. Porque depois de alguns 30 ou 40 anos vividos, começar tudo de novo pode dar um pavor danado. Em mim, que vivi metade disso, dá.

A gente tem medo de cometer o mesmos erros, tropeçar nas mesmas pedras e viver as mesmas dores no segundo amor, quando o primeiro acaba, ou é acabado - no final das contas, a gente vê que esses detalhes são o que menos importa. Mas tem gente que fica preso a tão pequenas coisas, que deixa a vida passar bem do lado, só assiste, e esquece de viver. De sofrer, magoar alguém, fazer besteira - tem gente que esquece que isso faz parte. E pára.

O coração fica calejado, as marcas do tempo ficam ainda mais perceptíveis nos rostos de quem sofreu na vida. Mas quem não sofreu? Quem nunca passou por uma perda? A maneira como se lida com isso é que faz a diferença. Conheço mulheres de 50 e de 20 anos que perderam grandes amores que foram para o lado de lá da matéria, da terra, da dimensão (depende da sua religião), e uma pegou força disso, enquanto a outra se faz de vítima até hoje.

A escolha é toda nossa, perdoar ou não, admitir que erramos e passar por cima disso ou viver num fracasso que já passou, por mais errado que tenha sido. Fazer as pazes com o passado é aceitar, porque o que mais a gente pode fazer, se não aprender com tantas coisas e procurar reconhecer as pedras, pra não tropeçar nelas novamente? Que tropeçamos em outras, e com todas, finalizamos um castelo - por que não?

;)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Texto que não é meu

Recebi essas frases num e-mail e achei que valiam a pena serem repassadas. Desconheço a autoria, e marquei em negrito as que, de verdade, eu sempre preguei e acreditei. As outras, quase todas, pretendo faze-lo daqui pra frente.

Levem com vocês:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chique. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo...

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa 'morrer jovem'.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

Essa última parece de uma breguice imensa, mas QUE VERDADE...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Defeitos em maioria

Lógico, todo mundo tem defeito. Lógico, o que pode ser defeito para mim, pode não ser para você, e é por isso que relações podem não funcionar contigo e teu ex, e ele ser feliz com outra pessoa - o que você mais detestava nele, faz da menina um alguém super realizado. Por mais que você não goste dessa ideia, aceitar é mais inteligente, mesmo que seja bem fácil caso você também já esteja em outra, claro.

Mas isso são os defeitos que eu prefiro chamar de características. Jogar bola com os amigos toda semana, fazer as unhas no mesmo dia e hora, comer sempre naquele restaurante meio caro. Essas situações agradam ou não variando de pessoa, não creio que contem como defeito. Esse cruel se encaixa mais em amizade eterna com o ex, chamego demais com próximos nem tão próximos assim, falta de limite.

Defeito universal acho que descreve bem. São aquelas características que a maioria das pessoas detesta; isso sim é defeito. 'Eu sou assim'. E nem acho que ninguém deve mudar só porque o mundo acha que sim, mas também acho que, se o mundo acha que é ruim, não custa nada pensar sobre. No meu caso, eu costumo me colocar no lugar do outro que detesta - e costumo concordar.

Se tem coisa que nunca fui e sempre critiquei quem fosse, é maria-vai-com-as-outras. Detesto, acho falso e uma hora a máscara sempre cai. Mas na maioria das vezes, por mais burra que a unanimidade seja, ela pode ter um fundinho de razão. O que eu digo é que não custa parar pra prestar a atenção. Perder namorado gente boa, que te ama e vice-versa porque você acha normal almoçar três vezes por semana com seu ex? Nem Nelson Rodrigues concordaria contigo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Trancos e barrancos

- É que a gente brigava muito.

Claro que brigava. Ainda bem que brigava... Quando as brigas param, acredito que é porque um dos dois desistiu - e isso é triste. Brigar faz parte de um relacionamento. Aliás, brigar não: discutir. O que acaba dando na mesma, afinal a maioria das pessoas chama de briga o que não é mais do que uma conversa em que um tenta convencer o outro de alguma coisa. Mas o nome é o de menos - é preciso falar.

Se incomoda, diga. A outra pessoa não é obrigada a adivinhar, mesmo que os anos tenham passado e com eles também tenham vindo o conhecimento quase total de cada virada de boca, olhar de lado, balançar das pernas. Falar nunca é demais, quando isso pode se tornar um mal entendido absurdo. Explica, diga os motivos, e principalmente, coloque-se no lugar do outro. Isso ajuda um bocado.

Claro que ter diversas coisas em comum ajuda bastante, seja o gosto musical, manias, profissão, além da química que é a base. Amor, paixão, respeito e admiração vem com o tempo, e mesmo que pareçam ter sumido com o tempo, provavelmente foi porque falou conversa quando o conhecimento mútuo acontecia. Aliás, ele acontece a relação toda, afinal a gente vai mudando com o passar dos anos.

Levar a vida aos trancos e barrancos é mais comum do que se imagina, mas acredito que os trancos e os barrancos nada mais são do que características boas e ruins sendo administradas. Elas sempre vão existir, e resta saber se são tranquilas de levar ou não. Se não forem, parte pra outros; pra outros trancos e outros barrancos, mas sempre com eles. Não fuja, vai tropeçando e rindo quando houver tombos.