terça-feira, 2 de dezembro de 2008

E quando eu tento e a vida me prega peças?

- Tem gente que não some, né?

Foi o que minha irmã disse quando viu que certas pessoas não somem de nossas vidas, mesmo que o tempo passe, que sentimentos e qualquer ligação entre elas também. Acabou, cara, qual é a dificuldade de entender? Tá, entendeu, mas pra que contato? Que amizade é essa que nunca existiu antes, e mesmo durante nunca foi grande ou importante o suficiente para resistir a tudo?! Sim, eu posso estar exagerando. Mas é que tem gente que só sabe se curar cortando o mal pela raiz. Eu sou uma dessas pessoas.

Não consigo ficar amiguinha de pessoas que me traíram de alguma forma. Recentemente duas pessoas queridas o fizeram, cada uma à sua maneira. Cortei. A não ser que me peçam desculpas, que me façam entender que vale a pena voltar, se expliquem, sei lá, eu corto. Não quero manter por perto coisas ou pessoas que não me fazem ou não me fizeram bem de alguma forma. Infelizmente, isso pode se dever a terceiros. Claro que isso não existe quando o vínculo sai dessa ligação, mas no meu caso, não saiu.

E quando eu tento me afastar e andar pra frente, mas a vida me prega dessas peças, ou simplesmente as pessoas não entendem que eu quero ficar longe, que tudo isso é por opção e não coincidência? A gente tenta ser sutil, procura os melhores jeitos, mas nem sempre eles funcionam. Tem solução? Deve ter, sempre tem. Só que eu ainda não achei. Está lá, me olhando, aquela ligação não atendida, aquele número que eu quero mas não devo armazenar no celular. Aquela mensagem que eu quero apagar, aquela autorização que eu quero negar mas tenho receio. Está lá aquela janela de MSN me chamando.

Está tudo lá. Esperando. E nem sei por que, se eu já não espero mais.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quem espera, quando alcança?

A frustração é uma das piores sensações que uma pessoa pode sentir. É a perda de um sonho que se criou, muitas vezes sozinho sem nem perceber. É ver morrer todo um projeto, todo um planejamento grandioso, que muitas vezes não fazia parte da vida de outrém. O ser humano tem a péssima mania de querer que os outros saibam o que ele está pensando, ou de querer alguma coisa tanto quanto ele quer. É incrivelmente difícil entender que os sonhos mudam de pessoa para pessoa, e que nem todo mundo é obrigado a ter os mesmos planos do próximo, mesmo que isso signifique também não fazer nada para atrapalhar. Esperar alguma coisa que pode não vir é frustrante, mas saber que essa possibilidade não é mais remota, mas inexistente, chega a ser triste.

Quando se aposta todas as fichas em algo, a probabilidade de perda é de cinqüenta por centro - sempre. Em jogo, esse número varia pouco, e a não ser que o jogador seja um gênio da matemática, sabe que depende da sorte. Sendo as fichas na vida real, do lado de fora da mesa do carteado, não é bem assim que a banda toca. As probabilidades costumam oscilar consideravelmente, assim como a torcida pela sorte, ou pelo final feliz, aumentam ainda mais. Vêm as esperanças de que tudo vai dar certo, o certo que cada um considera e acredita ser único. Só que não é bem assim. Regras, atitudes e comportamento humanos variam mais do que humor feminino naquela semana X do mês.

Esperar por palavras que não serão ditas, pessoas que não voltarão, seja para sua vida, para o seu lado ou daquele país para onde foi passar as férias. Não esperar é ainda mais complicado, porque no fundo, sempre se espera. E o problema da espera é que, mesmo não explícita, frustra do mesmo jeito. Uma amizade não recuperada, um pedido de desculpas que nunca chega, uma carta que se perdeu no caminho. Um emprego novo que não saiu, a promoção que não foi desta vez. Logo você, que batalhou tanto para isso, no quesito querer. Fazer por onde, talvez não tenha feito, mas você quis muito. Só querer não basta. Às vezes, nem fazer. Fica por conta da sorte, do azar, ou seja lá de quem for a conta.

Depositar todas as fichas que se tem em algo, seja que algo este algo for, é frustante. Ou ao menos pode ser - as chances são grandes. Principalmente quando não depende de um lado só. Se fosse por vontade nenhum time de futebol perdia gol, jogo ou campeonato. Mas não depende da torcida, nem da mera vontade dos jogadores e dirigentes. Assim como querer uma ligação não depende só de um lado da linha. Mesmo que uma parte queira e faça por onde, como é que se explica quando o lado de lá não quer e ponto final? Porque frustar-se dói, e expectativa quebrada também. Falta de esperança deixa vazio, e excesso pelo que é tão escasso traz tristeza. Quem espera alcança, um dia. Que talvez nem exista no calendário daquela relação.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Destino e blá blá blá

Me cadastrei num site de astrologia. Todo dia recebo no meu e-mail minhas vibrações, o que posso ou não fazer de bom, tirar proveito, essas coisas. Gostando/entendendo/se deixando guiar pela astrologia ou não, sinceramente não faz muita diferença. De qualquer maneira, sempre rola algo de interessante, que seja uma mensagem positiva. Aí vai a minha de hoje:

(...) É curioso observar, Nina, como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos de Marte com a Lua que a pessoa simplesmente "espana a poeira" e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. E este momento, para você, é agora! (...)

Coincidência, destino ou babaquice da minha cabeça, esta semana andei pensando muito em como tenho me deixado ficar no passado. Como bem disse 'o site', remoendo até passar. Já passou, e eu permaneço nessa. Só que eu cansei. Fui deixando os ressentimentos em mim pra ter sobre o que escrever aqui no blog. Por mais que eu não sinta mais tanto assim, na hora em que escrevo, uns restinhos me vêm. Hoje, não quero mais que venham. Mas nem é por isso que comecei a escrever.

Nesse mesmo site, aprendi hoje que posso calcular minhas chances de dar certo com este ou aquele carinha. Bom, no mínimo eu posso ver como ele é e como devo agir. Você digita dados da pessoa, manda os seus e o sistema calcula. Li sobre mim e caiu IGUAL. Meu signo e meu ascendente SEMPRE foram a minha cara, mesmo eu não querendo admitir algumas coisas. Resolvi digitar os dados do 'carinha'. Na verdade foram três.

O primeiro deles, de quem eu mais sabia informação pra preencher, deu tudo errado. Os outros dois, CERTINHO. Sério, fiquei chocada. E olha que eu sou meio incrédula com algumas coisas. Fiquei surpresa, blá blá blá, mas o caso é que fiquei também intrigada. Com o primeiro e mais óbvio deles, de quem eu mais tinha informação e portanto deveria ser o mais próximo, estava mesmo errado.

Comecei a pensar se eu realmente o conhecia. Ou se ele me deixou conhecê-lo. Eu sempre tive receio de pessoas que mudam da água pro vinho quando namoram e quando ficam solteiras. Será que ele mudou por conta da relação? Acho que eu nunca vou saber. Acho que eu nunca vou conhecer de verdade quem era aquela pessoa com quem eu um dia pensei em dividir o resto da minha vida.

É esquisito, não sei pra vocês, que já namoraram tantas vezes, por tanto tempo. Sou leiga no assunto, nunca neguei. É que eu simplesmente não consigo entender como ignorar amores-da-vida, como deixar pra lá da noite pro dia, se ainda há amor. Não consigo, vai além das minhas capacidades. Mas superar, não. Isso eu aprendi com o tempo, que como li hoje no blog de um amigo, sara. O tempo me sarou. Tô curada de você.


Só um parêntese: EU SEI que é idiota acreditar nessas coisas, ainda mais por site, mas quem liga? Comigo deu certo, eu gostei e isso que importa. Querem conferir? Acessem http://www.personare.com.br se cadastrem e depois me contem como foi. Ok?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Poesia

A verdade é que eu sentia
É, eu sabia
Que te perdia
Acho que te via
Escorregando das minhas mãos
E as palavras
Também escorregadas
Iam-me saindo
Sendo cuspidas
Eu te cuspia da minha vida
Com consciência
Apesar de medo
De te ver indo embora sem olhar pra trás
De te ver indo embora
Sabendo que não voltava mais
Você já tinha me avisado
E eu via
Todo o sofrimento
Que eu mesma me causava
E eu via
Todo o futuro melhor
Que eu mesma plantava
Te mandando embora
Mesmo que sem conciência

Eu queria tanto te ter pra sempre
Eu sabia tanto que não teria
Porque não dava
Porque no fundo, no fundo
A gente não combinava
E eu sabia
Mas não falava
E você falava
Mas não sabia
Que era tão sério assim
Que causaria um adeus
Que seria por isso o nosso fim

E aí foi
Foi aí que você se foi
E eu fiquei
Ou eu que fui e você ficou
Minhas impressões variam a cada dia
Minhas certezas oscilam a cada poesia
Só sei que fomos pra longe
Um do outro
Talvez ambos ainda nos saudamos
Talvez essa saudade doa
Talvez não
Uma música que faça lembrar
Uma ligação

É tanta coisa que eu tenho
De quando eu te tinha
É tanta mágoa que ficou
Tanta hipocrisia
Que por mais palavras
Por mais rimas
O que eu realmente queria
Nem é mais te ter
Eu queria só saber
Que te olhando, assim, normal
Meu coração não dispararia
Como a bateria do Salgueiro no carnaval.

Nina Lessa
24/11/2008 às 16:39

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não volte

A verdade é que eu morro de medo de você voltar. Pra minha vida, que digo. Eu sei exatamente onde posso te ver, e é por isso que evito. É, eu evito. De uma maneira perfeitamente bem administrada, pra que ninguém perceba. Acho que funciona, ou pelo menos ninguém nunca me disse que sabe desse meu medo. Aliás, desse meu pavor de te encontrar por aí. As últimas vezes em que pensei em você, recebi uns sinais de vida. Umas ligações aleatórias, que mesmo não sendo suas eu sei que a procedência ao menos é. E-mails estranhos, e lá vem uma foto sua. É o universo conspirando a favor do maldito 'o tempo só parece que passa'.

É impressionante como o tempo passa sim, como a gente muda e o mundo vem mudando com a gente. Forma-se em faculdade, sai dessa empresa, vai pra outra, malha, pára de malhar, corta cabelo, emagrece-engorda, muda os óculos e tira o aparelho do dente. Não tenho te visto nem tido notícias suas por opção, é verdade. Aviso logo: não quero nem saber. Se está bem, se está mal, solteiro, casado ou prestes a ser pai. NÃO ME AVISA. Têm me respeitado, os poucos porém bons amigos que já levaram tanto fora ao me perguntarem de você.

O caso é que vi sua foto sem querer, uma foto que eu já até tinha visto. O coração bateu mais forte. Não porque eu ainda te ame, e nem porque deixei de amar. Eu não sei. Deve ter alguma coisa, senão esse texto nem estava sendo escrito. Mas também tem muita coisa que existia mas não mais, senão eu não acabava esse texto e ia correndo me arrumar pra continuar com a vida que venho levando sem você. Eu aprendi a viver sem você. Não vou dizer que é melhor nem pior, e que é diferente não sai do clichê. Digamos que você me fez aprender muita coisa quando estivemos juntos, mas eu aprendi muito mais quando você resolveu que eu não era mais o amor da sua vida.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Não sou desse mundo

Às vezes eu acho que não sou desse mundo. Só pode ser. Ou tá todo mundo maluco. O que eu não acho, sinceramente. As coisas, pra mim, andam meio de cabeça pra baixo - em todos os sentidos. Isso já vem acontencendo há algum tempo, mas na última semana me assustei um pouco mais. Perceba se eu estou sozinha:

Vi um ex-casal (casal este que ficou junto o tempo que meus pais ficaram, e mesmo que quatro anos não seja muito, foi o que bastou pra que eu existisse, então para mim está valendo) ficar com outras pessoas, uma na frente do outro, um casal AO LADO do outro. Sério. É só comigo ou isso parece surreal? 'Ah, que isso, normal'. NORMAL? Parece que estão separados há alguns poucos meses. 'Não há mais sentimento?'. Então o que é essa necessidade de fazerem isso? Pra mim, à toa é que não é. E eu ouvi quando um deles disse pra um(a) amigo(a): 'você acha que João/Maria tá ficando puto(a)?'. Ok, pode ser que João/Maria não estivesse. Mas eu não nasci ontem, e quando as pessoas beijam olhando pro outro lado, mais precisamente pro ex-par, ah, meu amor, se isso é 'não ligar', então eu não sei mais o que é se importar, honestamente.

No mesmo dia, vi dois supostos casais na pista de dança. Se esfregando, beijos na nuca, no pescoço, no braço. Achei que estavam juntos, logicamente. Rá rá rá. Quem disse? Cinco músicas depois, uma delas beija um dos rapazes. A outra puxa a amiga e pergunta 'vai ficar com ele?' (como assim, 'vai ficar'? Se beijar não é mais ficar, meu Deus, o que é?). A amiga disse que sim, e a outra 'então vou ficar com esse, né? Aff, tu é foda!'. E beijou o menino. Com a maior cara de nojo. Oi? Se ela estivesse bêbada, ainda assim ia fazer besteira sem desculpa, mas pelo raciocínio, pela raiva da amiga, bêbada onde? Pas-sa-da. Saí da pista e fui pegar outra cerveja. Ou eu estava muito sóbria ou o mundo mudou drasticamente da minha adolescência pra cá. Ou sempre foi assim e eu que nunca vi?

Fiquei chocada. Será que eu ando me chocando com pouco? Pensei que sim, vai que estou muito retrógada? Passei pro lado profissional da coisa. Na mesma semana, dei uma olhada nos textos de uns coleguinhas (jornalista e aspirante se chama assim). Me deu mais revolta do que tristeza, saber que um dia essas aberrações da língua portuguesa não só farão parte da concorrência (o que é bom, quanto a esses eu me garanto) como farão, sei lá, parte da minha equipe. Rezo para que o bom senso do próximo exista e estes sejam limados antes da formatura. Minha mãe me consola quando diz que esse tipo tem e de monte por aí, em qualquer área. Eu sei, eu sei. Mas rezo pra que mude. Ainda tenho um ano. É só comigo ou isso também te dá medo?


Costumam me chamar de maluca, às vezes. É, porque eu costumo falar o que penso, ser sincera e não fazer joguinhos, fingir uma coisa sendo outra. Sempre agi assim, e quanto mais velha, só piora. Venho lutando contra a falta de noção, às vezes eu escolho palavras menos adequadas. Mas sempre sinceras. É só comigo ou a mentira virou 'olá'?! ÓBVIO que todo mundo mente, em tudo na vida. Pra não magoar conta-se mentirinhas aos montes, nunca fui muito Poliana, mas vamos combinar que tem gente que faz da mentira melhor amiga. Quanto a isso eu sou vacinada quase que diariamente (porque não sou Poliana mas sou filha de uma), mas ainda assim, vai dizer que não dá medo, aquela 'coleguinha' elogiar o casaco do outro e depois dizer que era ridículo, e logo depois a mesma 'coleguinha' elogiar o SEU boné?! Dá, sim.

Se me virem vagando pelas ruas olhando para o horizonte procurando meu lugar, não liguem. Dizem que de 7 em 7 anos a gente passa por uma crise existencial. Ou é só TPM.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A ficha

Demorou pra cair minha ficha, eu admito. Meu tempo às vezes é meio lento e se recusa a acompanhar a cronologia, paciência, já me acostumei com isso. Mas a ficha cai. Hoje caiu. A culpa não era mesmo sua, nunca foi. Você só errou quando achou que era minha, mas tudo bem, eu também te culpei por tanto tempo que já o perdoei.

Sabe, quando a gente sente que o amor acaba, pode ser meio apavorante. A gente começa a achar que é melhor ficar amando em vão, sem reciprocidade, com sofrimento. A gente diz que não, que prefere esquecer, mas a verdade é que não amar é mais solitário, e a solidão assusta. E me assustou. Fiquei mantendo um sofrimento que já não existia. Chamei a saudade de dor de amor. O que não deixa de ser, mas a verdade é que a minha ficha caiu.

Acordei hoje e percebi que acabou. Tudo, acabou. O amor, a vontade de voltar, de querer tentar de novo. Acabou a pontinha de esperança que poderia dar certo, fim da paciência pra esperar esse dia chegar. Perdi até o desejo de querer esclarecer o que ficou mal entendido, exigir algumas respostas, essas coisas. Perdi até esta vontade. Deixa pra lá, se tiver que ser assim, que seja.

Caiu a ficha que acabou tudo sim, não tem jeito. Uma hora, já tinham me dito, ia mesmo acabar. Ia ficar o vazio, dava medo mas era preciso encarar. A ficha caiu, e eu também caí na real. O vazio não me incomoda mais. E quando incomodar, vou tratar de aproveitar. Como é que se aproveita 'estar solteiro', perguntou-me ontem uma amiga minha. Pra mim? A falta. De uma companhia constante? É, verdade. Mas também falta dor.

E de dor a gente sempre já tá legal. Né?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Quando a gente não se leva a sério

Pode não parecer, mas eu levo muita coisa a sério na minha vida. Responsabilidades de faculdade, estudos, carreira, planos, trabalho, amizades, namoro. Demorei para descobrir tudo isso, é verdade, mas depois que admiti, venho tentando melhorar. E já começo me explicando "cara, foi mal, mas eu sou muito perfeccionista". MUITO. É por isso que, hoje, pra eu começar um namoro, ah, é preciso muito mais do que paixonite. Aliás, ela nem experimenta se manisfestar muito, pois é ciente da lista de coisas mais importantes. No quesito amizades, é preciso muito treino pra entender que nem todo mundo pensa e age como a gente espera, e essas diferenças são o que fazem uma amizade. Eu tô aprendendo. Na faculdade, brigas e mais brigas por causa de nota, trabalho em grupo, eu sei e reconheço: sou uma pentelha.


Mas hoje, eu resolvi não me levar a sério. Pelo menos por uns dias, em algumas coisas. Sei lá o dia de amanhã, sabe? Hoje a gente tem coisas que amanhã pode não ter mais, e vice-versa. Perde-se e ganha-se tão rápido, tão 'do nada', sem esperar ou estar pronto. Por isso, e por outros motivos pessoais também, resolvi me levar menos a sério, e com isso levar os outros menos a sério também. A não ser que me peçam, as coisas vão ficar mais leves pra mim. Sem contar com as coisas ou pessoas, vou tentar estar aberta aos imprevistos que eu tanto detestei um dia, quando fazia planos de absolutamente tudo. Hoje, eu vou por aí, talvez pra me desligar de mim, quem sabe? Vou sair sem destino, sem saber por onde nem o que me espera. Não espero, e não quero que me esperem também.


Se eu tiver que achar, que ache. Se tiver que ser achada, que seja. Sei lá. Esse negócio de planos já me aborreceu demais, vou dar um tempo. Quanto? Até me provarem que eles podem fazer sentido, e mostrarem que 'a reciprocidade existe, Nina, tu vai ver'. Eu vejo, claro. Acreditei e deixei de acreditar em final feliz tantas vezes que imaginem! Plano desfeito hoje é pinto.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Simples assim

Nunca tive muito talento pra namorar. Ou pelo menos não pra esse tipo de namoro que as pessoas costumam ter. O que eu acho engraçado, porque na teoria costumam querer uma coisa, mas na prática têm outra completamente diferente e não fazem nada para mudar. Exemplifiquemos: se o cara não sai com os amigos, é porque ele não quer. Rola uma regra básica nos relacionamentos, onde quando um sai, o outro também tem o direito de sair. Elas por elas. Fuxicam-se Orkut, computador, celular, a vida inteira, vasculhando pra encontrar alguma coisa que de repente nem existe, mas a imaginação do seu humano não conhece limites e uma pulga vira um elefante albino em meio segundo de 'a-há! Eu sabia! Quem é PRISCILA CHEFE?!'. Bom, pode ser a chefe dele, mas você estava tão doida gritando descontroladamente que meia dúzia de vizinhos já veio na janela ver do que se trata. Sem necessidade.

Toda essa teoria das supostas relações perfeitas eu sempre quis levar na prática. Qual é o problema se você querer jogar bola com os amigos? Vá, meu querido, seja feliz porque amanhã é dia de chopp com as meninas e eu também serei feliz no meu momento. Não porque você jogou bola hoje e tem que ser 'elas por elas', pelo amor de Deus, isso não existe. A noite de chopp das amigas sempre existiu, independente de namorados e de quais namorados. Simples assim. Fuxicar a vida só vai trazer problema. Se há alguma coisa, perceba pelos sinais, e não por mensagens que podem não significar absolutamente nada. Acreditem, existe mulher/homem com segundas, até terceiras intenções, mas não generalizem. Perdi a conta de quantas namoradas estéricas de amigos meus me odiaram mortalmente simplesmente porque eu conheço o namorado dela uns 10 anos e bom, o que fazer, amigos têm intimidade! É saber diferenciar esses dois tipos, simples assim.

O meu problema sempre foi querer fazer o que eu falava, viver a vida da maneira que sempre preguei. Não para provar nada pra ninguém, até porque nem pra mim mesma eu consegui provar, mas é que eu simplesmente não consigo dizer uma coisa e ser outra; não dá. Eu sempre fui essa mesma pessoa, claro que mais madura conforme o tempo e as coisas foram passando, mas sempre a mesma, gostando das mesmas coisas, e desgostando também. Que as mudanças que ocorrem não sejam pelo bem de outra pessoa que não o meu, pelo menos em primeiro lugar. Simples assim. Toda essa paixão pelo 'faço o que eu falo' tem me rendido brutos e/ou incompreensíveis términos de namoro. 'Cara, você tem noção que a relação não dá certo porque você não me aceita como eu sou, sabendo que eu sempre fui assim?'. Não sei se as pessoas têm noção. O bom disso tudo é que hoje eu tenho, e fico feliz em dizer que sou um camaleão e me adapto fácil em qualquer lugar. Mas minha essência, garotão, essa não muda mais. Nem tenta.


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Poesia - em 14/10/2008 às 00:02

É sempre assim
Quando eu acho que já vi o fim
A bendita luz no fim do túnel
Você ressurge
Das cinzas
Sei lá de onde você se meteu
Só quero saber por que a volta,
Pra que cutucar de vara curta?
Olha à sua volta
Tu não disse que tava bem?
Pra que às vezes surta
Pega o maldito telefone
E me perturba?
Sabendo que não sei te dizer não
Por mais que depois de todo esse tempo
Eu devesse ter aprendido
Pois não
Ainda não
E se sabe,
Qual é a graça de me ver desgraça?
Você ri sabendo que não te esqueci?
Te massageia o ego, né?
Aposto que é porque ainda me quer
Porque se eu não te fizesse diferença,
Se minha presença não difere da ausência
Eu até acreditava
Em possessividade maníaca, vai saber?
Mas tu sente minha falta
Posa de forte mas tua carne também é fraca
Porque tu me conhece
Mas eu também sei bem quem é você
E ama.